Lojas e marcas

Wezed: a nova plataforma portuguesa que é um OLX seguro para vender roupa usada

O projeto foi criado por um jovem de 19 anos. Lançado em setembro, já tem mais de 250 vendedores registados.
Há peças para homem e mulher.

O que é que andava a fazer com a sua vida quando tinha apenas 19 anos? Provavelmente muita coisa, todas elas menos interessantes do que o plano de Rui Pedro Santos, o criador da nova plataforma portuguesa de venda de roupa em segunda mão. Lançada oficialmente a 4 de setembro, surgiu da mente do português quando percebeu que não havia por cá nenhum sítio online onde pudesse vender as suas peças usadas de forma segura.

A falta de opções inspirou-o a criar a Wezed, uma espécie de OLX para roupa, com a vantagem de que as transações são todas controladas pelo próprio site, de forma a criar uma experiência segura para vendedores e compradores. “Enquanto as outras plataformas permitem a concretização da compra por fora, na Wezed os pagamentos são todos efetuados através da plataforma, de modo a eliminar os riscos inerentes às transações”, explica à NiT o empreendedor.

O que esta empresa portuguesa faz de diferenciador é oferecer uma garantia ao utilizador de que vai receber o seu produto, caso contrário será reembolsado. Já o vendedor tem a garantia de que irá receber efetivamente o valor das suas vendas, uma vez que todos os pagamentos são feitos por transferência bancária pela plataforma. Assim, o que o site garante é que ambos os lados vêem os seus interesses protegidos durante a transação — um fator diferenciador no mercado português.

Por outro lado, Rui Pedro explica à NiT que a Wezed também não se posiciona como um “marketplace puro”, como é o caso da Micolet, onde o vendedor envia a peça para um armazém para ser fotografada e posteriormente disponibilizada no site. Nesse caso, só depois é enviada do armazém para o comprador (caso haja uma compra).

“Nós queremos romper com essas burocracias e reduzir custos, ficando a cargo do vendedor a gestão do processo de venda, nomeadamente fotografar e publicar o produto e, assim que haja comprador, enviá-la diretamente para o mesmo”, acrescenta o jovem. Outra das grandes vantagens deste processo é a de “reduzir a poluição gerada por embalagens e transportes desnecessários”.

O impacto ambiental da indústria da moda e o padrão de consumo impulsivo do mundo ocidental foram, aliás, dois dos principais fatores que motivaram o lançamento da empresa. “A Wezed surge como resposta para todos os que gostam de moda, mas procuram consumir de forma mais consciente e sustentável, contribuindo assim para a economia circular e reduzindo o desperdício e emissões de CO2”, sublinha.

Segundo Rui Pedro, que começou agora o segundo ano da licenciatura em Economia na Universidade de Bristol, no Reino Unido, o feedback recebido até agora “não podia ter sido melhor”. Nas primeiras semanas registaram-se mais de 250 vendedores, o que para ele prova que “os portugueses sentiam a necessidade de uma plataforma dedicada exclusivamente à compra e venda de vestuário em segunda mão, capaz de transformar hábitos de consumo de forma criativa, com vista a uma maior sustentabilidade”.

Neste momento, há mais de 750 produtos disponíveis para venda no site, com roupa, calçado e acessórios para homem e mulher, desde carteiras da Bimba y Lola a mochilas da Fjallraven, passando por sapatilhas da Adidas, vestidos da Zara, T-shirts da Fred Perry e óculos de sol da Emilio Pucci. A Wezed não cobra qualquer taxa pelas transações. Para vender os seus artigos em segunda mão, basta fazer um registo no site, adicionar produtos com fotografias e uma descrição, escolher o preço de venda e a categoria e esperar por compradores. 

Carregue na galeria para conhecer melhor o fundador e alguns dos produtos que já estão à venda na Wezed.

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