Lojas e marcas

Zanetta: a nova marca nacional que só lança edições limitadas com peças numeradas

A etiqueta destaca-se pelas propostas intemporais, lisas e de qualidade. A designer, Luísa, inspira-se no mundo da arte.
A fundadora começou a desenhar roupa aos 8 anos.

Luísa Zanetta tinha apenas 8 anos quando começou a desenhar peças de roupa. Natural de Santa Catarina, no Brasil, a jovem criativa cresceu numa casa rodeada pelas cerâmicas que a mãe fazia e as revistas da “Vogue” espalhadas pela casa. Sempre que podia, assaltava o armário da progenitora e experimentava os vestidos que encontrava.

“Comecei a dizer muito cedo que queria ser designer de moda”, recorda à NiT a artista, atualmente com 25 anos. Antes de se mudar por Portugal “por amor”, em 2021, começou por perseguir o sonho em Espanha, onde se formou em design, no IED Barcelona.

“Poderia lançar uma marca em qualquer lugar que estivesse e Portugal foi uma ótima escolha”, diz. “Namoro um português que não se podia deslocar, porque tem uma empresa de família há muitos anos. Então, construí tudo aqui.”

Lançada em novembro, a Zanetta é a materialização deste sonho de infância. Com peças intemporais e cores sólidas, a marca nacional nasce da intenção de criar um armário-cápsula com silhuetas fluidas e que podem ser facilmente conjugadas entre si: há malhas, saias, vestidos e blazers neutros.

“A principal inspiração é a minha avó, que tinha peças de roupa que passaram de geração em geração. Foram usadas pelas minhas tias, pela minha mãe e, hoje em dia, estão comigo. Mantêm-se impecáveis e são a prova de que a moda não tem que ser descartável ou funcionar por trends.”

Para evitar a produção massificada, os artigos de cada coleção são criados em pequenas quantidades. Todas as propostas (30, no máximo) são numeradas e não voltam a ser lançados quando o stock esgota.

“Cerca de 80 por cento dos tecidos que usamos são excidentes de fábricas. Recolho a matéria-prima de grandes marcas e, quando esta termina, não tenho como fazer de novo”, explica. “Além do material ser resistente, as costuras também precisam ser reforçadas.”

Zanetta
Inspira-se na cerâmica e em pinturas.

Nenúfares

A primeira coleção, intitulada Nenúfares, espelha a paixão de Luísa pelo mundo das artes. O processo de acabamento das peças é inspirado nos anos que passou a observar a mãe a trabalhar o barro. Dos bordados aos botões costurados à mão, a fundadora mistura a tecnologia com o lado artesanal da cerâmica.

A série homónima de pinturas do francês Claude Monet, que representam um jardim de flores, foi outra das referências criativas de Luísa. “Transportei-a para as texturas ou a paleta de cores. Se vimos de perto, os quadros têm pinceladas de tinta muitos grossas e há casacos que têm essa textura. São cores muito sóbrias e neutras, que também recupero.”

Como o objetivo é ser uma marca o mais sustentável possível, Luísa evita ter qualquer estampado. A criativa quer inclui no ADN da marca o tingimento natural das peças, que também aprendeu a fazer com as pinturas feitas pela progenitora.

Apesar da vasta oferta, a designer quer continuar a expandir o catálogo para criar um armário-cápsula o mais completo possível. Vão ser apresentadas quatro coleções por ano, com artigos mais leves no verão e com agasalhos para os dias frios. A ideia é explorar outras paletas de cor e acrescentar novos detalhes.

Em fevereiro, as propostas da Zanetta passaram a estar disponíveis no showroom da Brandfire, em Lisboa. Quando lançar a coleção de inverno, Luísa vai ainda integrar a The Feeting Room, em Lisboa e no Porto, e apostar em pop up stores. “Não consigo comprar roupa online. Acredito que experimentar é fundamental, então tento que as clientes o possam fazer”, conclui.

 Todas as peças da etiqueta estão disponíveis online, com preços entre os 55€ e os 829€.

Carregue na galeria para conhecer alguns bestsellers.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT