Lojas e marcas

Maphia Jewels: a marca portuguesa que defende a diversidade e a representatividade

Todas as peças são feitas em prata banhada a ouro, e vão tornar-se o apontamento perfeito do seu look.

Se existe algo que, no mundo laboral, tem passado de geração em geração, é a ideia que defende que só podemos ter uma profissão. Portanto, tudo que devemos fazer é — quando ainda somos bastante jovens — escolher uma área, e a partir dela desenvolver toda a nossa carreira. O problema é que muitas pessoas não conseguem dedicar-se apenas a uma área. Assim como nós somos multifacetados, também a nossa vida profissional pode ser. Sara Rei, de 28 anos, fundadora da Maphia Jewels é a prova viva disso.

Marketeer de profissão, sempre teve um enorme gosto por moda, no entanto, não pensava aprofundar essa preferência. Em 2021, tudo mudou, no momento em que percebeu que existia uma lacuna no mercado da região onde que vive — Vila Real — e decidiu lançar a sua marca de joias. “Sempre tive uma grande paixão pelo mundo da moda”, começa por contar à NiT.  “Com o passar do tempo fui notando que havia uma necessidade, principalmente aqui, em Trás-os-Montes, da existência de uma marca de joias um bocadinho mais irreverente, com produtos de qualidade. Isso para mim era ainda mais evidente aqui na minha zona, em Vila Real, onde o único sítio onde podíamos, de facto, comprar joias em prata com banho de ouro —  o caso das nossas — era nas lojas de shopping, onde a qualidade nem sempre é a que queremos. Depois existiam as ourivesarias mais antigas, mas aí, o problema é que encontrar designs mais trendy é mais difícil.”

Dois dos colares da Maphia Jewels.

Sara pôs então as mãos à obra. Em plena pandemia, começou a estruturar o projeto. “A ideia nasceu algures entre os meses de janeiro e fevereiro. Depois, e como este não é o meu trabalho a tempo inteiro, acabei por demorar algum tempo até encontrar fornecedores, criar um conceito com o qual realmente me identificasse, desenvolver a imagem, etc. Por isso o lançamento acabou por acontecer só em setembro.”

Em menos de um ano, estava criada a Maphia. O nome, que a princípio pode até parecer estranho, tem uma explicação simples — que nada tem a ver com máfia. “O nome nasceu de uma piada entre mim e o meu namorado. A história é um pouco estranha. Vem de uns apanhados, e tornou-se numa piada entre nós. É utilizada em momentos em que dizemos que algo foi feito ‘à Maphia’, que é como quem diz, ‘estou a brincar, mas não estou nada a brincar, estou a falar muito a sério’. E a palavra foi ficando porque, de facto, cola-se ao ouvido.” 

Atualmente, e por não ter ainda disponibilidade — ou treino técnico na área — para o fazer sozinha, toda as peças são desenvolvidas numa parceria entre Sara Reis e o seu joalheiro. Contudo, a fundadora da Maphia também envolve as clientes no processo de desenvolvimento da marca. Quer isto dizer que, sempre que lhe chega um pedido especial, tenta criar algo que seja satisfatório para ambas as partes. “Acontece ter clientes que me dizem ‘quero uma pulseira personalizada, com este tipo de corrente e aquele tipo de medalha’ e nós tentamos dar resposta da melhor forma possível”.

Colar com pendente.

Além desta dedicação à produção das peças, a marketeer tem também uma enorme preocupação com a imagem da marca. Especialmente no que toca à representação da diversidade e à inclusão: “ainda temos pouco tempo de existência, mas a ideia é que os nossos modelos sejam pessoas de todas as idades e de todos os géneros, que seja o mais real possível.”

E se está a pensar que esta é apenas uma jogada estratégica de comunicação, desengane-se. Existe uma explicação, bastante pessoal para isso. “Tenho uma enorme cicatriz no peito porque fui operada ao coração. E quando vejo campanhas de joalharia ou de roupa, é muito raro encontrar pessoas — especialmente com joias — com marcas no corpo. Por isso acabei por usar a minha imagem que era algo que não queria fazer incialmente, mas achei importante ter fotografias onde aparecessem marcas na pele. Até porque eu nunca me senti muito representada.”

A plataforma online está a ser finalizada, mas já pode comprar as peças da marca apenas através da página de Instagram da marca. Todas as joias são hipoalergénicas e não mancham a pele, sendo enviadas numa caixa que pode ser reutilizada para guardar outros acessórios. Os preços, esses variam entre os 18€ e os 55€. Carregue na galeria para conhecer algumas das peças da Maphia Jewels.

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