« 7 tatuadores que vai querer experimentar

Tania Catclaw (El Diablo)

Ver, observar, tratar da higienização dos materiais. Foi assim que Tânia Catclaw, a menina prodígio da El Diablo, deu início à sua carreira de tatuadora, já lá vão oito anos. Diz que teve  a sorte de começar com alguém “fixe”, referindo-se a Johny Domus, para ela, o melhor tatuador a nível nacional. Na altura, chateou-se com a “cena” comercial das tatuagens e saltou fora.

“Desenho mais horas por dia do que tatuo.”

Com 30 anos acabados de fazer, a miúda bem disposta estudou Belas Artes, e sempre pensou que “se nada mais desse certo, iria fazer tatuagens”. Postas assim as coisas, parece que Cat Claw não ama o que faz, o que não é verdade.

Depois de se ter retirado do Domus, onde aprendeu muito do que sabe, a artista, a pedido de várias famílias (os amigos mais próximos), regressa às tatuagens, estabelecendo-se na El Diablo, casa onde está há seis anos. Aqui considera que evoluiu, estabilizou e diz ser o spot responsável pelo salto para aquilo que acredita ser a sua “cena”, deixando de lado a faceta comercial do mundo das tatuagens que a tinha feito afastar.

A primeira pessoa que tatuou foi uma amiga: “um robotzinho que ficou horroroso”. E insiste: “Ficou bem mau. Tentei arranjar três ou quatro vezes e ficou ainda pior. Fiz-lhe a perna toda, continuou mau. Mas ela continuou a ser minha amiga” (risos).

“Geometric meets water color” (geometria encontra aguarela), é o termo que dá quando questionada acerca do seu estilo. Pintura fluída e leve, muito traço — já que é este que dá longevidade à tatuagem — apenas mais fragmentado. Explica que se trata de um estilo atual, que não tem mais de quatro ou cinco anos (já se fazia, por exemplo, nas cidades mais culturais, como Berlim – para Tânia, “o epicentro da tatuagem”).

“Estou a tentar fazer arte.”

Catclaw não tem papas na língua e revela ser uma artista com A grande: “Quero agradar o cliente, mas acima de tudo quero fazer aquilo em que acredito”. O que parece estar a funcionar uma vez que chega a ter seis meses de marcações seguidas.

Diz que a última tatuagem é sempre a melhor, mas que o trabalho é um todo que abrange também o cliente, confessando: “Há pessoas que nos fazem os dias.”

E por falar em pessoas, é claro que Catclaw também tem os seus ídolos. Lea Nahon, Fe Rod, Suflanda, Mr. Heggie ou Arnaud Point Noir, são os artistas por quem se deixa deslumbrar e influenciar.

A sessão varia entre os 200€ e os 300€.

El Diablo
Morada: Largo Rafael Bordalo Pinheiro 29, Lisboa
Telefone: 21 347 6126

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