Em 2007, Christian Louboutin desenhou as sabrinas mais icónicas da história. Chamou-lhes “Festish Ballerine” e consistiam num modelo de calçado com um salto alto a 90 graus. Era uma espécie de homenagem ao mundo do ballet e às pontas vertiginosas que as bailarinas são capazes de fazer com os pés.
Esta criação é uma antítese de tudo o que queremos que estas peças, também conhecidas como ballet flats, sejam: leves, macias e genuinamente confortáveis. Ainda assim, foi uma forma do famoso estilista nos mostrar até onde podem ir as ideias por detrás deste ícone da moda.
Seja adornadas com tachas, de pele ou em tecidos transparentes, as sabrinas continuam a ser das propostas mais delicadas que temos. Já se passaram alguns anos desde que começaram a recuperar o seu lugar como um dos pares mais requisitados no mundo da moda e não há forma de desaparecerem.
Em 2026, inspirados pelos pares que vimos Kate Moss a usar nos aeroportos ou Alexa Chung a popularizar, estamos a afastar-nos dos pares volumosos e maximalistas. Se ainda não tem o design ideal no seu armário, pode aproveitar um destes 13 pares que encontrámos nos saldos.
Os principais culpados pelo regresso são os modelos de cetim da Miu Miu, com as suas solas finíssimas, laços delicados e tiras elásticas (semelhantes às dos calçado de treino), que foram copiados inúmeras vezes desde que foram vistos pela primeira vez, em 2016. Tornaram-se um dos favoritos da moda.
Desde então, Chanel, Givenchy, Ferragamo, Alaïa, Isabel Marant, Erdem, Simone Rocha, Dries Van Noten todas apostaram nas suas próprias ersões, seja em couro, cetim, com tachas ou croché.
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Uma das tendências de moda mais divisórias dos últimos anos foram precisamente os mesh shoes, ou seja, aquelas sabrinas de rede que deixam as costas dos pés ligeiramente visíveis. Tal como vimos Jennifer Lawrence a usar em 2025.
Também passaram o teste das influencers e celebridades que se renderam a estes sapatos rasos e muito elegantes. Adoradas por nomes como Dua Lipa, Kendall Jenner, Zendaya e Rihanna, foram também adotados em palco por Olivia Rodrigo, nos seus concertos.
Esta não é, porém, uma febre recente. As sabrinas mais icónicas da moda são da autoria da Chanel. Falamos dos sapatos bicolor que começaram como slingbacks, lançados por Gabrielle “Coco” Chanel em 1957, e foram transformados em ballerinastradicionais por Karl Lagerfeld em 1984. Desde então, elas se transformaram em estilos de diferentes alturas — mais recentemente no desfile de estreia de Matthieu Blazy para a maison.
E como usá-las? As possibilidades são infinitas. pode apostar em silhuetas descontraídas, com bomber jackets e jeans largos, ou um visual mais clássico, à base de alfaiataria, vestidos e camisolas fluidas.
Outras das características destes sapatos arrojados é o facto de poderem ser conjugadas com meias até aos joelhos, ou até mesmo collants. Funcionam, por isso, até mesmo no inverno, numa espécie de construção de camadas.
Apesar de serem modelos com uma sola muito fina, que não acrescenta mais do que alguns milímetros à altura, podem fazer com que pareça mais alta. Tudo depende do modelo escolhido. As sabrinas bicudas tornam os visuais mais elegantes e têm um bónus: criam a ilusão de que tem as pernas mais compridas, graças ao afunilamento na zona dos dedos dos pés fazem com que pareça ter os membros mais longos
Carregue na galeria para conhecer a seleção da NiT com pares de sabrinas (de vários estilos, cores e marcas) que pode encontrar nos saldos — a partir de 5,99€.

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