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5 modelos clássicos da Vans que toda a gente devia ter em casa

A marca foi fundada em 1966 em Los Angeles, na Califórnia, e desde cedo deveu a sua popularidade aos skaters americanos.
Os Vans vão para todo o lado.

Morreu na passada sexta-feira, 7 de maio, o homem que pôs todos os skaters a usarem os mesmos sapatos. Talvez não reconheça o nome Paul Van Doren, mas foi o mesmo que batizou as icónicas sapatilhas com solas de borracha que parecem saídas de uma máquina de waffles — e que marcaram para sempre a indústria do calçado.

Paul Van Doren tinha 90 anos e sobreviveu ao seu irmão, James (que morreu em 2011), com quem inventou as famosas sapatilhas Vans. Em miúdo, desistiu do liceu e mudou-se de Boston, nos Estados Unidos, para o sul da Califórnia. Ao lado do irmão, criou alguns anos mais tarde uma sociedade com Gordon Lee e Serge Delia para abrir a Van Doren Rubber Company em 1966, uma pequena fábrica que produzia e vendia sapatos.

Na sua primeira venda, não tinha troco para dar à cliente, que tentou pagar um par de sapatilhas com uma nota de cinco dólares (cerca de 4,12€). O preço de venda era de 2,49 dólares (2,05€) e Paul Van Doren decidiu oferecer-lhe aquele par de sapatos. “Acabámos por vender 16 ou 18 pares nesse dia. Sabem que mais? Eu disse ‘Venha mais tarde para pagar.’ Cada uma dessas pessoas voltou e pagou”, recordou em entrevista à “Los Angeles Magazine“. 

Foram os primeiros passos do império. Só na década seguinte, durante os anos 70, é que o termo Vans começou a ser usado de forma alargada, muito por culpa dos skaters que adoravam o estilo da marca, com uma sola que tinha o dobro da espessura do que era habitual, aderia bem às pranchas e vinha acompanhada por uma estrutura resistente em tecido de lona.

vans
A histórica associação ao skate.

“Todos os outros estavam a expulsar estes miúdos dos parques e das piscinas. E aqui estava uma empresa que os ouvia, que os apoiava e que fazia sapatos para eles”, disse Van Doren à mesma publicação.

A Vans começou a pagar a skaters profissionais como Stacy Peralta para usarem os modelos e também vendia sapatos individuais, uma característica especialmente apreciada pelos praticantes do desporto, que desgastavam mais rapidamente um pé do que o outro.

A história da marca foi tendo altos e baixos, com quedas súbitas nos lucros provocadas pelas mudanças nas tendências e pelo aparecimento de imitações cada vez melhores. Em 1984, foi à falência depois de tentar explorar outros desportos como o voleibol e a dança — e falhar brutalmente. Em 1988 venderam a empresa um banco de investimentos. Mas foi também nesta década que Sean Penn pôs os incontornáveis Slip-Ons aos quadradinhos no mundo inteiro depois de usá-los no filme “Viver Depressa“.

Segundo Van Doren, a inspiração para este padrão axadrezado veio dos próprios clientes. A empresa começou a reparar que eles preenchiam os quadrados das solas em forma de waffle com cores, o que lhe deu a ideia para lançar lonas com estampados aos quadradinhos coloridos. Apesar de serem, possivelmente, os modelos mais icónicos da marca, a ideia de carimbar o topo das sapatilhas com o motivo das solas foi uma decisão enorme para a equipa à época.

Só nos anos 90 é que passou a chamar-se oficialmente Vans Inc. Em 2004, foi vendida ao poderoso grupo norte-americano VF Corp, dono de marcas como a Timberland, The North Face, Dickies e JanSport. Hoje, os designs originais da marca continuam a ser considerados clássicos que nunca ocupam demasiado espaço no roupeiro. São investimentos para a vida, independentemente da passagem das tendências. Os Vans são intemporais.

A associação ao skate não se perdeu, mas a realidade é que celebridades em todo o mundo são apanhados a usar sapatilhas da Vans para as tarefas mais simples do dia a dia. De Alexa Chung a Justin Timberlake, passando até por Kanye West e as Kardashians, há cinco modelos clássicos que nunca vão passar de moda — e que todos deviam ter em casa. Carregue na galeria para os conhecer.

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