Moda

A roupa de mulher está 6% mais cara do que a dos homens. A solução é deixar de comprar

Um estudo suíço chegou à conclusão de que, em 20 anos, os valores das peças masculinas aumentaram 0,3% e a das mulheres, 6,51%.
Este fenómeno está a ser chamado de "inflação rosa".

A guerra entre a Ucrânica e a Rússia, as alterações climáticas e a pandemia Covid-19 aumentaram os preços das matérias-primas em diversas indústrias em todo o mundo. Dois exemplos claros disso mesmo são a comida e os combustíveis. O mesmo está a acontecer com os artigos de roupa. No entanto, o crescimento de valores apenas se tem refletido nas peças para mulheres — pelo menos é essa a conclusão de um estudo publicado a 10 de setembro.

A “inflação rosa”, como está a ser chamada, é um efeito da procura por parte do público feminino. Segundo a análise realizada na Suíça, os preços das roupas de homem aumentaram em 0,3 por cento desde 2000, enquanto que as dos miúdos subiram 0,34 por cento. Por outro lado, as opções femininas estão, em média, 6,51 por cento mais caras.

O estudo realizado pelo jornal suíço “NZZ am Sonntag” aponta que as mulheres estão dispostas a pagar mais pelas peças que querem, enquanto que os homens não se contentam com tal. Em 2021, a venda de roupa e calçado feminino chegou aos 4,48 mil milhões de euros naquele país. As peças para homens venderam cerca de metade desse valor — e a dos miúdos apenas mil milhões de euros.

É um fenómeno que já se verifica em outros artigos femininos, como as lâminas para depilação, e em serviços como os de cabeleireiro, que costumam ser mais caros do que os barbeiros. É a chamada taxa cor-de-rosa. Embora esta taxa já seja conhecida há algum tempo, o facto de o valor dos produtos femininos agora serem quase o dobro daqueles para os homens é uma novidade.

Isto pode ser alterado caso as mulheres deixem de comprar tão regularmente artigos de roupa e diversos outros produtos, diz Michael Grund, professor de marketing na Universidade de Zurique, que participou neste estudo. Já Dominique Grisard, professora convidada na Universidade de Basileia, afirma que os “homens há muito que se escondem nos seus fatos.” E acrescenta: “Mas a aparência também é cada vez mais importante para eles. Então deverá haver uma convergência daqui a uns anos.”

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