Moda

Boas notícias: a exportação de vestuário nacional aumentou 30 por cento

As encomendas ao setor têxtil apontam para um saldo positivo, mas responsáveis temem o aumento das matérias-primas e a inflação.
Uma subida natural.

O ano de 2022 trouxe boas notícias para a produção de moda nacional. Foi registado um boom no número de exportações de sapatos e de vestuário produzidos em Portugal, cujo crescimento supera os 30 por cento.

De acordo com o “Dinheiro Vivo”, a indústria de vestuário atingiu os 1.468 milhões de euros em vendas para o estrangeiro. Este valor corresponde a um aumento de cerca de 18 por cento face ao período homólogo.

Um dos setores da economia nacional mais afetados pela pandemia foi precisamente o têxtil. Ainda não recuperou totalmente, em comparação com os números de 2019, mas conheceu um crescimento de 400 milhões de euros, ou seja, o equivalente a um aumento de 32,1 por cento.

Existe uma preocupação, porém, com o absentismo sentido pelas empresas ligadas ao setor. Neste momento, a taxa situa-se entre os 15 e os 20 por cento. O presidente da Associação Nacional do Vestuário (ANIVEC), César Araújo, considera, no entanto, que “Portugal não tem falta de trabalhadores”, uma vez que estes se encontram em casa. “Não podemos ter 20 por cento da população doente, ou então temos um problema grave de saúde pública”, acrescenta o responsável da ANIVEC.

“O crescimento das vendas de vestuário formal traduz um sentimento de confiança e de normalidade. Quer dizer que as pessoas voltaram aos eventos sociais, aos casamentos e batizados. É um bom sinal”, explica César Araújo.

Apesar das encomendas já feitas à indústria nacional sugerirem que, nos próximos meses, o saldo positivo será significativo, há mais preocupações. Os efeitos da guerra levaram ao aumento dos custos das matérias-primas e ao aumento desenfreado da inflação, cujos efeitos também serão sentidos no setor.

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