Moda

Camião que transportava roupa da marca de Kim Kardashian escondia 90 quilos de droga

A cocaína encontrada tinha um valor de 8,42 milhões de euros. Tinha como destino o Reino Unido, onde seria distribuída aos traficantes.

Além dos dramas da vida pessoal que são explorados no reality show “The Kardashians” como, por exemplo, as discussões com as irmãs, os problemas com os filhos ou o facto de ter novamente chumbado no exame da Ordem dos Advogados, Kim Kardashian vê também a sua marca de roupa envolta em polémica. Um carregamento com produtos da Skims escondia quilos de cocaína.

A 4 de setembro passado, um camionista foi intercetado no Essex, no Reino Unido, ao transportar cerca de 90 quilos de droga (no valor de 8,42 milhões de euros) num carregamento da Skims. Esta terça-feira, 19 de maio, foi condenado a 13 anos e meio de prisão.

O homem de 40 anos tinha escondido a cocaína durante uma entrega de produtos da etiqueta, provenientes dos Países Baixos e com destino ao Reino Unido. Ali, seria distribuída aos traficantes.

Jakub Konkel, o camionista natural de Kartuzy, no norte da Polónia, confessou o contrabando de drogas e chorou no banco dos réus enquanto era condenado no Tribunal de Chelmsford, cidade em Inglaterra. O juiz Richard Wilkin afirmou que Konkel se ofereceu como “motorista voluntário” para recolher a droga numa zona industrial na Bélgica.

O polaco recebeu cerca de 4.585€ para transportar a carga até à cidade costeira Hoek van Holland e embarcar num ferry com o camião. Acabou por ser detido pelas autoridades na fronteira do Reino Unido.

“O seu papel não foi periférico nem limitado. Foi um papel importante nesta operação comercial de grande escala”, disse Wilkin ao arguido. Os agentes suspeitaram da forma como ele conduzia o camião, que transportava 28 paletes de roupa interior e vestuário, e decidiram submetê-lo a um raio-X no porto.

Durante as investigações, descobriram que o camião tinha sido especialmente adaptado para esconder 90 embalagens de cocaína na estrutura das portas traseiras. No veículo foi também encontrado um telemóvel ligado ao fornecimento da droga, configurado para apagar automaticamente os dados ao fim de 18 horas.

James Gray, advogado de defesa, disse ao tribunal que o cliente assumia a responsabilidade pelos seus atos e tinha mantido um bom comportamento enquanto esteve em prisão preventiva.

“Os grupos de crime organizado utilizam motoristas corruptos como Konkel para transportar drogas de Classe A, frequentemente escondidas em cargas totalmente legítimas como esta. A apreensão e investigação permitiram retirar uma quantidade significativa de cocaína de circulação, privando o grupo criminoso responsável pela tentativa de contrabando dos lucros esperados e, com Konkel, perderam também um elemento importante da operação”, disse Paul Orchard, da Agência Nacional do Crime, após a sentença, aqui citado pela “BBC”.

O juiz ordenou a apreensão e destruição da droga, do camião e do telemóvel de Konkel, acrescentando ainda que este será deportado após cumprir a pena.

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