Moda

A camisola poveira já está oficialmente (e finalmente) certificada

O modelo típico foi sido copiado em março de 2021 por uma estilista norte-americana, que o apresentou como uma criação sua.
Vai acabar com o plágio.

É oficial: a camisola poveira já é um produto certificado e com Indicação Geográfica Protegida. É o primeiro artigo originário da Póvoa de Varzim a receber este reconhecimento que tem validade nacional e internacional, o que impedirá o plágio — algo que já aconteceu.

“Chegou finalmente o momento em que, e após investimento da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim em preservar uma arte que tem mais de 150 anos, podemos dizer que este processo de certificação da camisola poveira chegou ao fim. E chegou ao fim com sucesso”, disse Andrea Silva, vereadora da autarquia, numa cerimónia que decorreu a 9 de setembro. E acrescenta: “Agora, aqui ou em qualquer parte do mundo, a camisola poveira está segura, o seu valor está preservado, a sua qualidade pode ser atestada e, mais importante ainda, a sua origem não pode ser contestada. É nossa”.

Em março de 2021 a designer norte-americana Tory Burch começou a vender este estilo de camisola, descrevendo-a como uma criação sua. A indignação por parte do público português foi instantânea. Identificava-a como uma sweater inspirada na baja mexicana, apesar dos apontamentos claramente portugueses, como a coroa da monarquia. Além disso, custava 695€.

Mais de sete meses depois do polémica, Burch fez um acordo com o Estado português, que contemplava uma compensação financeira que seria aplicada na preservação e divulgação da centenária camisola.

O modelo é apreciado por muitos portugueses, sobretudo pelos poveiros mais ou menos conhecidos. Um dos mais famosos defensores do modelo é o jornalista, escritor e comentador José Milhazes.

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