Moda

Clássicos, extravagantes ou apenas bizarros: os chapéus obrigatórios em Royal Ascot

É um dos eventos mais importantes da família real britânica. O dress code é muito rigoroso e há acessórios a destacar.

Em 1711, enquanto a rainha Anne dava um passeio a cavalo, deparou-se com o que seria “o campo ideal para deixar os animais galopar”, perto do Castelo de Windsor, em Inglaterra. O duque de Somerset, seu mestre de caça, mandou limpar a área e assim surgiriam as famosas corridas de Ascot, nesse mesmo ano. 

Gradualmente, a importância social do evento foi crescendo, até que Jorge IV, em 1820, mandou reformular as bancadas do local, abrindo portar ao mítico Royal Enclosure — um edifício de dois andares com um relvado fechado à volta para o rei receber os seus convidados. 

Foi também o mesmo rei que criou a Royal Parade, ou seja, o momento que leva a família real a percorrer toda a pista, em frente à multidão. Jorge IV insistiu ainda que o dress code fosse pensado a rigor.

As corridas de Ascot mantêm-se até hoje como um dos mais importantes marcos da aristocracia inglesa. Talvez o desfile de chapéus, a pomposa indumentária e todas as suas tradições acabem por dar mais fama ao evento do que a própria competição entre os cavalos — e é a sofisticação que distingue a modalidade desportiva de qualquer outra.

As mulheres não podem usar saias nem vestidos curtos (altura máxima acima da rótula) e tops sem alças. O chapéu é obrigatório ou um enfeite na cabeça que o substitua e que não exceda os 10 centímetros. As meninas, seguem as mesmas indicações, mas adaptadas à idade. 

Por sua vez, os homens devem usar cartola, de uso obrigatório nas áreas exteriores, assim como os fraques preto ou cinzento, um colete e uma gravata. Os sapatos têm de ser exclusivamente preto e de atacadores. 

O dress code está em vigor há cerca de 200 anos, embora tenha incluído algumas novidades — por exemplo, em 2019, os macacões femininos passaram a ser permitidos. Em 1971, foi acrescentado o fato de calças feminino, mas “sóbrio e monocromático.” Mais recentemente, chegou a correr o rumor de que os homens poderiam aligeirar a indumentária, devido às alterações climáticas e as temperaturas que chegam a atingir os 230 graus durante algumas corridas. 

Este ano, o evento começou a 18 de junho e decorrerá até 22 de junho. No primeiro dia, o rei Carlos III e a rainha Camila estrearam as atenções. Já o príncipe William foi o destaque do segundo em dia, também por não se encontrar acompanhado pela princesa de Gales, Kate. 

No entanto, é o chapéu mais excêntrico e fora do normal que se torna o epicentro do evento todos os dias. Muitos outros membros da realeza e convidados se destacaram pelos acessórios escolhidos, seja pelo padrão pouco discreta ou pela dimensão extraordinária. Tamara Homgren, por exemplo, diretora da petrolífera BP, marcou presença no segundo dia do evento com um chapéu sofisticado, com penas dispersas a imitar as de um pavão. E optou por um vestido no mesmos tons, esverdeado e azul.

Até chapéus com rosas a cobrir parte do rosto, a terminar no topo com uma espécie de folhas em rosa fluorescente ou outros que mais parecem um bouquet de noiva — mas super moderno e muito mais excêntrico — foram algumas das hipóteses. Zara Tindall, sobrinha do rei Carlos III, tem sido uma das mais comentadas, com um estilo clássico e discreto, mas muito elegante. No terceiro dia, a 20 de junho, apareceu com um chapéu de abas largas, em tons de azul bebé, num conjunto da mesma cor, com um pormenor em forma de pompom no topo. 

Carregue na galeria para conhecer alguns dos chapéus mais emblemáticos da Royal Ascot deste ano. 

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