Moda

Dolce & Gabbana vai deixar de usar pelo animal nas suas coleções

A etiqueta de luxo foi uma das que mais resistiu a abandonar esta matéria prima. A PETA já congratulou a marca pela decisão.
Mais um passo na luta pelos direitos animais.

Ao longo dos últimos cinco anos foram muitas as marcas que perceberam que a utilização de uso de pelo animal nas suas coleções, em pleno século XXI, tinha deixado de fazer sentido. Muitas decidiram deixar de usar, de uma vez por todas, este material nas suas peças. A mais recente a anunciar que se vai juntar a esta lista de nomes é a Dolce & Gabbana.

A novidade foi divulgada no dia 26 de janeiro, pela associação PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), que congratulou a marca italiana pela decisão. Segundo a mesma, a decisão de pôr um ponto final à utilização de peles e pelo angorá nas suas linhas de vestuário e acessórios chega depois de um longo período de coação por parte da organização não governamental.

“Depois de mais de duas décadas de pressão por parte das várias entidades PETA em todo o mundo — incluindo mais de 300 mil emails de apoiantes, bem como protestos que ocorreram dentro e fora das lojas — a Dolce & Gabbana confirmou que vai deixar de usar pelo e angorá nas suas coleções” pode ler-se no comunicado emitido pela ONG.

Contudo, a luta não terminará por aqui. Para além do pelo de origem animal, a organização está também a trabalhar para incentivar as marcas a deixarem de usar pele de animais exóticos nos seus produtos. Algo que Mimi Bekhechi, vice presidente da PETA, deixou claro, após a etiqueta italiana ter anunciado a decisão. “Ninguém quer usar a pele ou o pelo de animais que foram atormentados, por isso, incentivamos a Dolce & Gabbana a juntar-se a outras marcas importantes, proibindo também peles exóticas obtidas de forma cruel”, afirmou. 

Além desta insígnia, no dia anterior, havia sido a Moncler — conhecida pelas suas roupas de estação fria — a anunciar a decisão de banir das suas coleções o uso de pelo de origem animal. Estas duas marcas do segmento do luxo foram as mais recentes adições à lista de etiquetas que rejeitam a utilização de pelo animal, da qual fazem parte nomes como Armani, Burberry, Chanel, Gucci, Prada, ou Versace — e também a publicação internacional de moda ELLE.

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