Moda

Empresas portuguesas de vestuário preocupadas com aumento do salário mínimo

A associação que representa a indústria diz que as empresas “estão asfixiadas” e alerta o governo para as consequências da decisão.
A pandemia deixou as suas marcas

Asfixiadas. É a palavra usada pela Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC) para descrever a situação das empresas do setor, depois de uma pandemia, de uma crise energética e de uma tendência inflacionária.

A preocupação aumenta perante a intenção do governo em aumentar o salário mínimo para 759€ em 2023. “[As empresas] ainda sobrevivem porque os nossos empresários são muito resilientes”, explica o presidente da ANIVEC, em entrevista ao “Dinheiro Vivo”.

Perante o aumento da inflação, César Araújo aponta para os preços dos combustíveis e da energia como os grandes causadores da crise. “É mais fácil o governo reduzir os impostos sobre estes produtos do que agir sobre os salários”, justifica. “É preciso que haja consciência que qualquer decisão que seja tomada tem de ter em conta a realidade do tecido empresarial português.”

É dado também outro conselho ao governo: isentar o trabalho suplementar do IRS. “Não se pode pedir a um funcionário que esteja disponível para fazer trabalho suplementar se, no fim do mês, esse valor o faz subir no escalão do IRS e acaba a levar menos dinheiro para casa.”

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