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Estudo da Deco confirma: os carros elétricos são os que têm os custos mais baixos

No cálculo foram considerados todos os gastos de utilização e propriedade de automóveis a combustível e elétricos.
Lisboa tem cada vez mais carregadores.

Esta terça-feira, 29 de junho, a Deco Proteste publicou as conclusões de um estudo que calcula os custos associados às várias tecnologias dos automóveis. Segundo a organização de defesa dos consumidores, comprar um elétrico é um bom negócio e, se for em segunda ou terceira mão, compensa ainda mais.

Este calculo foi feito para três dimensões de automóveis: pequenos, médios e grandes. Os carros elétricos dos segmentos pequeno e médio comprados hoje em Portugal são a opção mais barata para muitos consumidores e a melhor escolha ao longo da vida do veículo. A poupança e a sustentabilidade ambiental, diz a Deco, também estão garantidas na compra de um carro elétrico.

Para condutores que andam mais de 25 mil quilómetros por ano e mantêm o carro durante seis anos, um elétrico do segmento médio permite uma economia, sobre a primeira compra, de 12.600€ e 6.300€, isto em comparação com um modelo a gasolina e a gasóleo, respetivamente. No entanto, em alguns cenários, mesmo para as baixas quilometragens anuais (de até cinco mil quilómetros por ano), já é possível obter vantagens com a opção por um carro elétrico.

A Deco refere ainda que a poupança é mais significativa para quem é proprietário de um elétrico em segunda e terceira mão, pois sofre menor desvalorização e beneficia ao máximo dos baixos custos de energia e manutenção.

O estudo — no qual também participaram as congéneres de Espanha, Bélgica, Itália, França, Alemanha, Chipre, Lituânia e Eslovénia — simulou a compra com base nas tendências de evolução dos custos até 2030.

No cálculo total foram considerados todos os custos inerentes à utilização e propriedade de automóveis das várias tecnologias, entre eles o preço dos veículos, a depreciação do mercado, os custos de consumo de combustível ou eletricidade, os impostos (IVA, ISV, registo e IUC) e custos de seguro e manutenção. O carro elétrico foi o que apresentou um custo de posse e utilização mais baixo.

Mesmo excluindo os incentivos à compra, que não foram considerados nos cálculos da organização, em Portugal os carros 100 por cento elétricos já são a tecnologia mais barata para modelos pequenos e médios. Com apoios e financiamento, os consumidores conseguem poupar desde o primeiro dia, Segundo a Deco Proteste. 

No caso dos modelos maiores, os elétricos só começam a ser competitivos nesta análise a partir de 2023, com a redução expetável do custo de compra e a aproximação aos veículos idênticos de outras tecnologias. 

O estudo realizou-se entre julho de 2020 e março de 2021. O simulador da Deco está disponível online e promete ajudar a descobrir o carro mais barato por quilómetro.

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