Moda

Gabrielle Jones: a influencer de 23 anos que impressiona com roupa do século passado

Interessou-se por moda graças à avó e à sua coleção de peças vintage. Adotou o estilo e desde então, continua a fazê-la crescer.
Mostrou o vestido de baile da sua tia-avó de 1966.

O valor histórico do vestuário usado no século passado é cada vez mais apreciado. Atualmente, essas peças antigas ser encontradas no acervo de museus, em lojas de roupa em segunda mão ou até em baús. No caso da criadora de conteúdo Gabrielle Jones, de 23 anos, encontrou-as em casa da avó. E, desde então, reuniu uma impressionante quantidade de itens.

“Lembro-me que ela [a avó] tinha uma sala de brincar para os netos e tinha uns modelos vintage pendurados no quarto. Lembro-me de sonhar em ter idade suficiente para os usar”, conta à NiT. “Brincava com os seus chapéus, brincos e sapatos. Sempre amei roupas porque a via cheia de estilo.”

Quando Gabrielle era ainda muito nova, a matriarca falava com ela sobre o assunto e despertou-lhe o interesse pela roupa vintage. É uma paixão que a influencer garante que não existiria se não tivesse sido guiada pela avó: “Continuo a ir ter com ela e a perguntar ‘e esta peça? Qual é a história dela?’”

Atualmente, com aproximadamente 600 mil seguidores nas redes sociais, a criativa do Minesota, nos Estados Unidos, dedica-se a partilhar o seu trabalho de styling e curiosidades históricas com quem a acompanha. Nos últimos seis meses, tem-se dedicado a um projeto de um ano no qual se desafia a criar um outfit vintage por dia, com roupas do armário da sua maior inspiração.

Curiosamente, a avó instalou o TikTok e o Instagram apenas para poder ver os vídeos que a neta publica. “E também me manda uma mensagem se algo estiver errado e pede-me para corrigir”, conta. “Vesti uma blusa que disse que era da minha tia-avó, mas, afinal, era da minha bisavó. Ela é muito rígida em relação aos factos”.

A peça mais antiga remonta à década de 1890.

Antes de aprofundar o seu conhecimento sobre o vestuário vintage, tudo começou como uma brincadeira. Na altura, ainda sem consciência do significativo do seu estilo na moda. “Quando entrei no ensino secundário as roupas já me serviam e comecei a usá-las. No início, não as reconhecia como vintage. Eram roupas normais do meu guarda-roupa”, avança. Só na faculdade é que começou a perceber o seu valor, na sequência de conversas com a avó ou através de revistas e jornais.

Por este motivo, algo que a faz sobressair no mundo online são os seus comentários sobre a história da moda. Conta já com cerca de 200 vídeos, ao longo dos quais exibe e partilha informações sobre roupas como um vestido de noiva dos anos 30 ou um casaco dos anos 40.

“Juntei-me [ao TikTok] há apenas um ano e meio. Estava interessada em fazer conteúdos didáticos relacionados com a história da moda porque tenho muitas peças de roupa vintage. Vi tantos conteúdos incríveis sobre o tema que pensei ‘também quero fazer isto. Tenho umaa coleção para mostrar, o conhecimento e o interesse’.”

@gabis_vintage

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♬ Pieces (Solo Piano Version) – Danilo Stankovic

Apesar da sua motivação em oferecer algo mais aos seus seguidores, o que considera mais valioso é o facto de ter um arquivo que a faz recordar de onde é cada peça. “Posso voltar a ver os vídeos e recordar todas as histórias que me contaram”, diz. “Faço isto tanto para outras pessoas quanto para manter estas histórias vivas.”

E, mesmo fora do mundo digital, as reações são positivas. Tem o apoio da família para se vestir de acordo com o seu gosto específico e os olhares e comentários que recebe na rua são, sobretudo, elogios.

Gabrielle destaca, de toda a sua coleção, um casaco de croché que pertenceu à sua tia-avó Stella, que foi também outra grande inspiração nesta descoberta do seu estilo pessoal. A peça foi um presente de Stella à filha, quando esta acabou o urso. “A minha tia-avó usou-o nos anos 40, a minha avó usou nos anos 70 e eu uso-o em 2020. É tão louco.”

Num momento em que as práticas pouco sustentáveis da fast fashion são alvo de muita discussão, promover a economia circular através da beleza de peças antigas tem ainda mais valor. Não só contam histórias, mas fazem parte da história. “Estamos a ver o ressurgimento de pessoas que gostam de comprar roupa em segunda mão. Adoro mostrar que as roupas antigas também são cool e que podem ser incorporadas no dia a dia. Não precisamos de passar a usar logo tudo vintage”, conclui.

Carregue na galeria para conhecer mais dos looks partilhados por Gabrielle Jones.

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