Moda

Sabia que existe um grupo no Facebook que vende roupa da Zara em segunda mão?

Chama-se ZaraMania e tem quase sete mil seguidores — são todos mulheres.
Marca criada em 1974.

A 8 de novembro, Kate Middleton e o resto da família real britânica estiveram no Royal Albert Hall de Londres para participar no Festival del Recuerdo — uma gala que homenageia os veteranos e militares que combateram na Primeira Guerra Mundial.

Como sempre, os críticos de moda estiveram atentos ao look da Duquesa de Cambridge. Uma semana depois chegou uma boa notícia para quem gosta de copiar os seus looks: Kate usou uma bandolete da Zara. O acessório estava à venda na fast fashion por 17,99€ e esgotou em poucas horas.

Cerca de um mês e meio mais tarde, a marca espanhola voltou a vendê-lo, desta vez por apenas 5,99€, já que estava em época de saldos. O resultado foi mais um fenómeno de vendas flash. 

Esta quarta-feira, 15 de janeiro, chegou a esperança para muitas mulheres: Teresa Santos Ribeiro, de Matosinhos, está a vender este acessório no ZaraMania, um grupo fechado de Facebook no qual os membros põem à venda peças da fast fashion que já não querem — sejam novas ou em segunda mão.

A ideia de criar esta página foi de Joana Santos, de 34 anos, “algures em 2017”, conta à NiT. A assistente pessoal andava sempre à procura de artigos de coleções antigas e muitas vezes queria uma peça que já estava esgotada. Certo dia, lembrou-se de que este grupo podia ser uma mais-valia.

“O objetivo é que as pessoas possam desfazer-se das peças que já não usam e que encontrem outras de que precisam”, explica. No ZaraMania só são aceites mulheres e existem princípios básicos. “Apenas podem publicar artigos femininos da Zara e em bom estado. As imagens devem ser cuidadas, com luz e na descrição tem de conter toda a informação possível para poupar tempo e evitar perguntas desnecessárias.”

Além de venderem as peças ao preço que quiserem, as mulheres podem publicar imagens de propostas que estão esgotadas nas lojas e que querem muito comprar. Afinal, qualquer membro pode tê-las em casa e não usar — daí gerar-se um negócio proveitoso para toda a gente.

Por enquanto, Joana Santos nunca apanhou nenhuma fraude. “Até hoje não obtivemos qualquer tipo de feedback negativo”, diz à NiT. Contudo, existe um cuidado muito grande na seleção das seguidoras (quase sete mil, atualmente): têm de ser mulheres com nacionalidade portuguesa ou residentes no nosso País.

A seguir, aproveite para conhecer as peças que vale a pena apostar nos saldos da fast fashion. Quem sabe se não consegue depois encontrar alguma das propostas neste grupo de Facebook.

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