Moda

Fez-se história: jogadora de futebol é a nova cara da marca de luxo Loewe

A americana Megan Rapinoe tem 34 anos e é conhecida pelos seus traços masculinos.
Melhor jogadora do mundo em 2019.

Aos 34 anos, Megan Anna Rapinoe já tem pouco para provar no mundo de futebol. É jogadora da seleção nacional dos Estados Unidos, equipa pela qual ganhou o prémio Bola de Ouro no ano passado. Em 2012 já tinha recebido uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres.

No Instagram, a americana tem mais de dois milhões de seguidores, com quem partilha vários episódios da vida profissional e íntima: Megan é lésbica e assumidamente defensora dos direitos LGBTI+.

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To coincide with the #LOEWEFW20 Men’s show, here’s a preview of ‘For Real’, a series of short films for @LOEWE’s next advertising campaign Creative direction @Jonathan.Anderson and @MMParisdotcom Director @BennNorthoverDiary Photography #StevenMeisel Styling @BenjaminBruno_ Casting @AshleyBrokaw Make-up @PatMcGrathReal Hair @GuidoPalau #LOEWE

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O seu estilo andrógeno não passa despercebido. Aliás, foi o cabelo curto e traços masculinos que chamaram a atenção de Jonathan Anderson, o diretor criativo da marca espanhola Loewe. Com o objetivo de acabar com vários estereótipos que ainda existem no mundo da moda, o estilista britânico convidou-a para ser a cara da nova campanha de inverno para mulher.

O anúncio desta parceria inédita foi feito nas redes sociais da futebolista. “Estou tão feliz com esta parceria com a Loewe e Jonathan Anderson. Múltiplos mundos juntaram-se para fazerem algo maior, diferente e excitante do que qualquer um deles poderia fazer sozinho”, escreveu.

A campanha lançada esta quinta-feira, 16 de janeiro, está a ser comentada em todo o mundo. Nos milhares de comentários à publicação há quase sempre algo em comum: os seguidores dizem que estamos perante uma viragem na indústria da moda, que está cada vez mais inclusiva.

Recorde-se que, tal como a NiT anunciou, no início de dezembro de 2019 também se fez história no concurso Miss Universo. A sul-africana Zozibini Tunzi foi a grande vencedora da cerimónia, mesmo sendo negra e tendo o cabelo curto — dois atributos que, infelizmente, durante muitos anos terão comprometido a escolha do júri. 

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