Moda

Influencers russas destroem carteiras Chanel — acusam a marca de russofobia

As criadoras de conteúdo foram proibidas de comprar acessórios da marca francesa dentro e fora do país.
Os protestos continuam.

A saga continua. Com as sanções aos crimes de guerra cometidos por Vladimir Putin, várias marcas de luxo decidiram encerrar as suas vendas na Rússia. No caso da Chanel, criadoras de conteúdo e socialites foram proibidas de comprar acessórios da insígnia francesa dentro e fora do país de leste — e surgiram furiosas nas redes sociais.

Agora, os vídeos e publicações de influencers enfurecidas escalaram para um estilo de protesto diferente. No Instagram, várias surgem a destruir carteiras da marca de luxo (aparentemente genuínas).

Marina Ermoshkina, apresentadora de televisão e atriz, foi a primeira a agir. Na quarta-feira, dia 6 de abril, usou a plataforma, onde tem 300 mil seguidores, para partilhar o momento em que recorre a uma tesoura de podar para destruir uma carteira. Em declarações ao “USA Today”, Ermoshnika diz que pedir aos clientes para “assinar um documento humilhante, dizendo que não têm nada a ver com a Rússia, e insistir que provem isso, além de terem de prometer que nunca usarão os artigos em território russo é uma contradição total aos valores do mundo moderno.”

Esta manifestação individual tornou-se num desafio adotado por outras influencers. Uma delas é a modelo Victoria Bonya, que soma mais de 9 milhões de seguidores no Instagram, e que também despedaçou uma das carteiras. “Se a casa Chanel não respeita seus clientes, porque é que temos nós devemos respeitar a marca?”, diz no vídeo.

Na base dos protestos, está a crença de que o posicionamento da casa de luxo francesa de deve à “russofobia”. “”Sou contra a russofobia, sou contra a marca que apoia a discriminação contra as mulheres com base na nacionalidade. Nós, mulheres russas, somos lindas, quer tenhamos uma carteira Chanel ou não”, escreveu a DJ Katya Guseva, que também se desfez dos seus acessórios da etiqueta.

Nos diversos vídeos onde é possível ver carteiras a serem violentamente destruídas não é possível, porém, aferir se se tratam de carteiras originais.

De acordo com o jornal britânico “The Daily Mail”, as novas políticas da icónica marca limitam “a venda, direta ou indiretamente, de artigos de luxo a qualquer entidade ou pessoa com naturalidade ou residência legal na Federação Russa, ou destinados a serem usados nesse território”. Os acessórios só serão vendidos a estas pessoas contra a assinatura de um acordo que declara que não serão usados na Rússia, nem levados para lá.

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