Moda

As influencers russas foram proibidas de comprar Chanel — e estão furiosas

As socialites e criadoras de conteúdo da Rússia tentam arranjar estratégias para conseguirem adquirir os artigos da marca.
O impedimento é global.

As publicações de desespero das influencers russas nas redes sociais continuam. Depois de se mostrarem devastadas com a proibição do Instagram no país, no seguimento da invasão do país liderado por Vladimir Putin à Ucrânia, as criadoras de conteúdo surgem enraivecidas. Nas suas plataformas, estão a criticar marcas de luxo como a Chanel, que proibiu que comprem os seus produtos.

A decisão da marca francesa, tomada como sanção aos crimes de guerra cometidos pelo governo russo, estende-se a vários países. Já foram proibidas vendas em França, Itália e nos Emirados Árabes Unidos.

“Fui a uma boutique da Chanel no shopping da Emirates [companhia aérea]. Não me venderam uma carteira porque (atenção!) sou da Rússia!!!”, publicou Liza Litvin, influencer e designer de interiores, na sua página de Instagram. O mesmo aconteceu com outra socialite russa, que foi impedida de comprar uns brincos e uma carteira no Dubai, porque tencionava levar os artigos para o seu país de origem.

Yana Rudkoskaya, de 47 anos, defende que a culpa de ter perdido o acesso às suas marcas de eleição não é de Vladimir Putin. A esposa do patinador olímpico Alexander Plyushenko, que já gastou mais de um milhão de euros na Chanel, descreve o sucedido como “um pouco humilhante”.

De acordo com o jornal britânico “The Daily Mail”, as novas políticas da icónica marca francesa limitam “a venda, direta ou indiretamente, de artigos de luxo a qualquer entidade ou pessoa com naturalidade ou residência legal na Federação Russa, ou destinados a serem usados nesse território”. Os acessórios só serão vendidos a estas pessoas contra a assinatura de um acordo que declara que não serão usados na Rússia, nem levados para lá.

A solução encontrada por algumas influencers passa por ligar para os contactos que têm na marca. Snezhanna Georgieva, de 46 anos, mulher de um produtor de vinho bilionário, foi uma das russas que já admitiu ter contornado a proibição recorrendo a pessoas que conhece no meio.

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