Moda

Já pode comprar a roupa de Alice Trewinnard numa venda solidária online (desde 3,49€)

A influencer portuguesa associou-se à plataforma de vendas em segunda mão MyCloma para ajudar famílias carenciadas.
O anúncio foi feito no passado domingo, 31 de janeiro.

Alice Trewinnard já queria ter organizado uma venda de roupa em 2020. A ideia inicial era um mercado físico onde pudesse conhecer alguns dos seus seguidores e criar uma situação de win-win-win: quem a acompanha poderia comprar as suas peças antigas, o dinheiro seria revertido para uma causa social e a economia circular era favorecida sem promover os impactos negativos da indústria da moda no planeta.

“Com a Covid-19 não deu para fazer a venda”, recorda em conversa com a NiT, acrescentando: “Com a impossibilidade de ajuntamentos, não pude ir com os planos para a frente”. Cansada de por roupa para dar em contentores, como sempre fez, acabou por receber um convite da MyCloma para iniciarem uma parceria e foi aí que surgiu a oportunidade de que andava à procura.

Desde o passado domingo, 31 de janeiro, passou a ser possível comprar o armário da influencer portuguesa através da plataforma que promove a economia circular através da venda de roupas usadas. “Qualquer pessoa pode criar uma conta lá para vender peças de roupa que já não usa a preços super acessíveis e em ótimas condições”, explicou Alice num post publicado na sua conta de Instagram.

Na MyCloma, já vai encontrar T-shirts, sandálias, sapatilhas, golas, carteiras, casacos, tops, camisolas, calções, vestidos, leggings, macacões, botas, lenços e saias com preços a partir de 3,49€. A peça mais cara, conta-nos Alice, era uma carteira da Michael Kors que comprou em Nova Iorque, nos EUA, e que já não está disponível. No entanto, também destaca os “vários vestidos de casamento e midi” — “É o tipo de roupa de que mais gosto e ao qual as minhas seguidoras me associam mais”, continua.

Através das redes sociais, explicou não ter qualquer interesse em ganhar dinheiro com a venda. “Infelizmente, esta pandemia veio impactar inúmeras famílias que viram os seus rendimentos serem brutalmente reduzidos ou mesmo dizimados, sem possibilidade de pedirem ajuda social. Inúmeras pessoas sem meios nem possibilidades e que não têm o que comer.”

Assim, 80 por cento do valor angariado será doado ao grupo Família Solidária, que, segundo a influencer, tem feito um trabalho “admirável” no apoio a estas famílias. Os restantes 20 por cento destinam-se à MyCloma para cobrir toda a gestão e logística necessária para levar a cabo o processo.

 
 
 
 
 
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Alice encheu sete caixas de cartão com mais de 350 artigos seus. “Tudo em ótimas condições, prontos para terem uma segunda vida e ainda contribuírem para uma causa e para o planeta”, concluiu. Desde o fim de semana passado, já foram angariados mais de 3 mil euros para doação.

A MyCloma foi lançada a 28 de junho de 2020 por Ana Catarina Monteiro, de 20 anos. Durante vários anos, Ana tinha por hábito doar a roupa que já não queria, mas cedo reparou numa falha no mercado: “Podia haver um sítio onde as pessoas pudessem vender a sua roupa para ser usada por outras“, explica. Começou por colocar algumas peças à venda no OLX e noutras plataformas de venda até criar a sua própria página de Instagram, em maio do ano passado, e a procura “foi enorme”.

O seu irmão, Fernando Monteiro, de 33 anos, já tinha alguma experiência na área de gestão e Ana decidiu pedir-lhe ajuda para criar um serviço que pudesse “responder a esta necessidade”. “Ele tem mais experiência e visão de mercado para me ensinar a fazer crescer o negócio”, acrescenta Ana. Juntos, reuniram uma equipa e criaram a plataforma My Cloma. Para saber tudo, leia o artigo completo na NiT.

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