Moda

Luís Carvalho: “Estou a fazer uma maratona de RuPaul’s Drag Race. É viciante”

Uma das coisas que mais lhe custam no confinamento é não poder ir ao ginásio. O estilista respondeu ao inquérito da NiT sobre o confinamento.
Tem saudades dos passeios pela Baixa de Lisboa.

O estilista português Luís Carvalho mudou de casa durante o primeiro confinamento obrigatório imposto pelo governo em março do ano passado para travar a pandemia de Covid-19. Felizmente, a azáfama das mudanças ajudou-o a manter-se entretido. Da segunda vez, as coisas também estão a correr tranquilamente: como continua a deslocar-se ao estúdio para trabalhar, só os fins de semana são passados entre quatro paredes.

Nesses dias aproveita para limpar, cozinhar e por as séries em dia. Além de estar a devorar todas as temporadas de seguida de “RuPaul’s Drag Race”, também já viu “Bridgerton”, “Normal People” e “It’s a Sin” — esta última recomenda vivamente.

O que mais lhe tem custado é não poder ir ao ginásio, mas Luís Carvalho soube manter uma rotina disciplinada. De segunda-feira a sábado, continua a fazer aulas de Crossfit adaptado em casa através do Zoom.

Com quem é que está a passar o confinamento?
Este segundo confinamento estou a passá-lo com a minha costureira, no trabalho, e em casa sozinho.

Qual é a série de televisão que está a ver neste momento?
Guilty Pleasure. Neste momento estou a fazer uma maratona de “RuPaul’s Drag Race”. Estou a ver as temporadas todas seguidas, não consigo explicar o quão viciante esta série é. Entre concorrentes, outfits e espetáculo, é fascinante.

Recomende-nos um livro que nunca devemos ler durante a pandemia.
Não perco tempo a ler coisas que não recomendo, informo-me sempre bem do que ler. Mantenho os meus hábitos recomendáveis, leio muitos livros e revistas da área da moda.

Aproveitou este período para ver algum filme clássico?
No primeiro confinamento, vi pela primeira vez o “Breakfast at Tiffany’s”. Mas agora estou a aproveitar este segundo momento para ver os filmes que estão nomeados para as próximas entregas de prémios da área do cinema.

Qual é a peça de roupa que mais repetiu durante este dias?
Não repeti nenhuma em específico porque continuo a vestir-me normalmente para ir trabalhar. E, mesmo que estivesse em casa, iria manter esse ritual.

Conte-nos o motivo da sua maior discussão familiar nesta fase?
Como vivo sozinho, não houve discussões. Aliás, todas as conversas que tive com as pessoas com quem vou estando são sempre numa tentativa de melhorar o mood mais “desanimador” por que todos nós estamos a passar.

Depois deste confinamento, qual é a comida que nunca mais vai querer ver à frente?
Talvez a comida que faço habitualmente durante a semana e que já fazia antes do confinamento, que é mais à base da dieta. Embora isso não vá acontecer, porque tento sempre fazer uma alimentação saudável e controlada durante a semana para poder “abusar” mais um pouco ao fim-de-semana.

Tem feito algum tipo de exercício físico?
Continuo a fazer as minhas aulas de Crossfit adaptado em casa, através do Zoom, de segunda-feira a sábado. A proibição do ginásio foi das coisas que mais me custaram nestes períodos de confinamento. O exercício para mim é a melhor forma de aliviar o stress.

Qual é o local da cidade de que tem mais saudades?
Como eu vivo em Vizela, aquilo de que mais tenho saudades são as minhas visitas a Lisboa e poder andar tranquilamente a passear pela Baixa e o Chiado.

Conte-nos aquele momento em que o tédio o levou a fazer o impensável.
Felizmente, ainda não cheguei a esse ponto. No primeiro confinamento mudei de casa, o que me ajudou bastante a passar bem o tempo. Neste segundo confinamento, como me desloco ao estúdio para trabalhar, acabo por parar mais só ao fim de semana e aproveito para cozinhar, limpar e pôr as minhas séries em dia.

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