Moda

Marca criticada por dar roupa em campanha louca com desconto de 100%

A Pretty Little Thing diz que se trata apenas de uma estratégia de marketing. Críticos dizem que é expoente máximo da fast fashion.
Nem toda a gente ficou satisfeita

A marca britânica lançou a campanha sob o slogan “Isto Não Faz Sentido”. E é precisamente isso que muitos têm repetido nas redes sociais nas últimas 48 horas.

A fast fashion levou a sério a Black Friday e decidiu ir além da já promissora campanha que prometia artigos com 99% de desconto. Desde quinta-feira, 25 de novembro, que a Pretty Little Thing tem literalmente oferecido produtos no seu site.

Há apenas uma contrapartida: os produtos comprados com 100 por cento de desconto estão limitados ao stock existente; e cada cliente pode apenas comprar um artigo.

Embora no site a maioria dos produtos esteja com promoções que variam entre os 20 a 80 por cento, a Pretty Little Thing garante que a cada hora, novos artigos são alvo desta promoção de 100 por cento. Naturalmente, as peças esgotam em poucos minutos. Há ainda outro custo que é inevitável: a taxa de entrega que é de pelo menos 2,35€ para encomendas no Reino Unido.

Esta não é a primeira polémica provocada pela marca britânica, que na Black Friday de 2020 gerou controvérsia ao vender peças de roupa a preços abaixo do valor de um euro.

Entretanto, nas redes sociais, as críticas avolumam-se. Laura Young, influencer e ativista ambiental, afirma que “atingimos o fundo do poço”. “Como é que isto é possível sem que haja uma exploração dos trabalhadores e do planeta? A resposta é simples: não é possível. É vergonhoso.”

Outra ativista, Venetia La Manna, aponta críticas à marca que é detida pelo Grupo Boohoo. “As roupas têm um custo. Custam recursos, mão de obra, transporte, embalamento, energia, tempo”, refere. “Dar roupas por cêntimos — ou neste caso de borla — demonstra o quanto a PLT está a produzir a mais e quão pouco valorizam as suas próprias roupas.”

A empresa raramente está muito longe da polémica. O Grupo Boohoo já foi acusado de manter os seus trabalhadores em condições inseguras. Sobre a mais recente campanha, a Pretty Little Thing justifica-a como “estratégia de marketing”.

“Os artigos em saldos são escolhidos cuidadosamente. Não tem qualquer impacto no preço que pagámos aos nossos fornecedores ou sequer ao valor que damos ao trabalho de quem cria estas roupas. Usamos estratégias de descontos para dar aos nossos clientes acesso a produtos da moda, seja qual for o seu orçamento”, revela a marca.

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