Moda

Sapatilhas de cogumelos ou ananás? Marcas investem em modelos de base vegetal

Das insígnias desportivas às etiquetas de luxo, várias etiquetas aumentaram a oferta destes produtos amigos do ambiente.
Alguns dos modelos da Nike feitos com a Pinatex.

A indústria da moda é uma das mais poluidoras do planeta. De acordo com o World Economic Forum, estima-se que seja responsável pela emissão de 10% das emissões de carbono do planeta. Este fator deve-se essencialmente à produção — de peças de roupa, calçado e acessórios — feita de forma massiva para alimentar o consumismo crescente das nossas sociedades. No entanto, existe outro problema relacionado com este setor: o tempo que cada uma das peças produzidas demora até se decompor na sua totalidade. Por isso, são cada vez mais as marcas que apostam em sapatilhas feitas à base de plantas.

Uma das principais pioneiras nesta área é Stella McCartney. Ao longo dos anos, a designer britânica, filha de Paul McCartney, tem apostado fortemente no desenvolvimento de têxteis e fibras sustentáveis. Recentemente, em agosto de 2021, lançou o seu modelo Eclypse feito inteiramente a partir de materiais sustentáveis. Uma parte é feita a partir de poliéster reciclado, enquanto que a sola é composta por produtos de origem vegetal

Quem também entrou nesta onda — e foi inclusivamente premiada por isso pela PETA — foi a Gucci. Este ano, a marca italiana apresentou o seu novo modelo de textil, o Demetra, feito a partir de 77% de materiais que derivam de plantas. Posteriormente, esta matéria-prima deu origem a novos modelos como os Gucci Rhyno. Para melhorar, no processo de tingimento,  o material não recorre a nenhum tipo de metais pesados.

O modelo Eclypse de Stella MCcartney.

A Nike é outra das insígnias que ao longo do tempo têm vindo a apostar cada vez mais em materiais primas de origem vegetal. O resultado foi a coleção Plant Cork pack, onde nas solas das sapatilhas é utilizada cortiça. No entanto, foi a linha que desenvolveu com a Pinatex que levou para casa o prémio da associação protetora dos animais. Isto acontece porque nestas peças os materiais usados são de origem vegetal, como é o caso da pele, construída através de fibras de ananás.

A a sua rival Adidas já faz parte desta corrida verde há muito mais tempo. Em 2016, a marca alemã juntou-se à Parley for the Oceans — organização ambiental sem fins lucrativos — para reutilizar os plásticos que recuperavam dos oceanos e criar têxteis para modelos como o Ultraboost 21 Primeblue.

Todas estas mudanças só aconteceram devido à enorme demanda que existe — e que continua a aumentar — por parte da população, especialmente nas gerações mais jovens. De acordo com a revista “Forbes”, 62% da Geração Z estão dispostos a pagar mais por produtos amigos do ambiente. Depois, vêm os Millennials, com 50% dos inquiridos a afirmarem que também não se importam de gastar mais dinheiro por peças eco-friendly.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos modelos de sapatilhas que estão à venda e que seguem esta tendência cada vez mais urgente.

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT