Moda

Margarida Corceiro: “Em 2 anos passei de 49 mil seguidores no Instagram para 1 milhão”

Está a participar na novela de prime time da TVI e começou a carreira de modelo aos 10 anos. A NiT entrevistou a modelo e atriz.
Tem 18 anos.

Quando era miúda sonhava ser crocodilo. Começou a trabalhar como modelo completamente por acaso, quando António Romano, o diretor da Central Models, viu algumas fotografias suas e a convidou para fazer um casting. O primeiro desfile foi aos 10 anos, por brincadeira, e entrou na agência aos 12. Hoje, com 18 anos, Margarida Corceiro é uma das maiores it girls do nosso País.

Ao talento veio associar-se um boom de curiosidade quando começou a namorar com João Félix, o jogador da Seleção Portuguesa de Futebol que recebeu um contrato milionário para jogar no Atlético de Madrid em 2019. Em apenas dois anos, a conta de Instagram de Magui — o nome por que é carinhosamente tratada pelos fãs — passou de 49 mil seguidores para um milhão. Um número que a deixa orgulhosa de todo o trabalho que teve para lá chegar.

Queria estudar jornalismo quando estava no liceu, mas agora a grande ambição de Margarida Corceiro é a representação. Em entrevista à NiT, conta que está a aprender muito com a participação em “Bem Me Quer”, a novela de horário nobre da TVI. No entanto, continua a dividir-se em três áreas de trabalho: moda, representação e digital.

Leia a entrevista completa.

O que sonhava ser quando era miúda?
Não sonhava nada de relevante ou possível. Eu dizia que queria ser “crocodilo”, não sei bem porquê, mas é o que me contam que eu dizia sempre. Fora isso, e aí assim já podemos ter alguma ligação à realidade, eu dizia muito que um dia ainda me iam ver na televisão. Sempre me fascinou o mundo da televisão, fotografia, cinema.

Que área seguiu na escola?
Segui Humanidades, mas foi com o intuito de ingressar depois em jornalismo. Já perdi essa ideia e não está mesmo nos meus planos. A voltar à formação académica será para representação.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por Margarida Corceiro (@magui_corceiro)

Quando começou a trabalhar como modelo?
Comecei com 10 anos, num desfile, por brincadeira. Depois, aos 12 entrei na Central Models e é lá que continuo. 

Foi a Margarida que procurou esta área ou a oportunidade surgiu naturalmente?
Foi a área que veio até mim. O Tó (diretor da Central Models) viu fotografias minhas através de um amigo que tem em comum com o meu pai e achou que podia ser boa ideia eu ir à agência fazer um teste de imagem para ver se teria potencial e se eu própria gostava. Lá fui, gostaram, gostei e assim foi.

De todos os trabalhos que já fez na moda, houve algum que a tenha marcado especialmente?
Sim, acho que os primeiros marcam mais, até pelo nervosismo inicial que temos. Mas, mais recentemente, destaco as campanhas com a Missus. Gosto muito de fotografar swimwear e tem sido um prazer enorme fazer parte de todas as coleções da marca, desde o seu início.

Quando surgiu a primeira experiência na representação?
Surgiu há dois anos, com “A Prisioneira”, uma novela TVI — a primeira que integrei. Fui a casting, costumava ir a vários para ir ganhando experiência e, precisamente quando fui sem qualquer expetativa, ligam-me a dizer que fiquei.

Entre a moda e a representação, tem alguma favorita?
Representação! Tem todo o meu coração, por agora (risos). Gosto muito das duas áreas e tenciono continuar a conciliar ambas, o máximo que puder, mas o meu foco está na progressão, formação e continuação de carreira em representação.

Qual foi o maior desafio na sua carreira até agora?
Difícil responder a esta pergunta porque eu, neste momento, tenho três áreas principais de trabalho: a representação, o digital e a moda. Todas elas me dão desafios enormes, quer seja por ter de estudar texto e personagem, por pensar numa linha de comunicação para as ativações digitais ou por ter de ser criativa nas sessões fotográficas de moda, para poder ter vários registos.

Como tem sido trabalhar nesta fase de pandemia?
Tenho muita sorte, tem sido muito positivo, individualmente falando. Claro que a nível coletivo tem sido super desafiante e uma responsabilidade enorme para tentarmos que os projetos se cumpram, dentro dos prazos e com todas as equipas em segurança.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por Margarida Corceiro (@magui_corceiro)

Nota alguma diferença a nível de oportunidades?
Como disse antes, noto, mas pela positiva. Posso mesmo dizer que em representação sinto que aprendi imenso com este projeto em que ainda estou, “Bem me Quer” com a TVI, e que, em digital, em apenas dois anos, passei de 49 mil seguidores no Instagram a um milhão de seguidores — foi um crescimento de mais de 20 vezes e acho que nem eu estava à espera que fosse tão rápido e com tantos resultados. Muita gente acha que é só um número, é verdade, mas esse número alcancei-o com muito trabalho, com muito trabalho de várias equipas por trás de mim e isso converteu-se em oportunidades efetivas e propostas que me deixam mesmo muito feliz e realizada.

A fama também atraiu alguns seguidores no Instagram. Acredita que a sua carreira como influencer pode ser uma via a explorar?
Neste momento, este meu percurso digital já tem um peso tão grande quanto as duas outras áreas em que eu trabalho. Como disse, o meu Instagram passou a ser também uma ferramenta de trabalho e eu, ainda um bebé (como me sinto), só com 18 anos, estar a conseguir trabalhar já com o mercado português e espanhol, ter a confiança de um grupo L’Oréal para ser embaixadora pelo segundo ano consecutivo, trabalhar com a Adidas também pelo segundo ano consecutivo, ter trabalhado com a Coca-Cola, com a McDonald’s, com a Guess, com a Missus, com a Drope, com a Milka… Todas estas marcas representam imenso para mim e fico mesmo muito contente por continuarem a apostar no meu perfil e por, acima de tudo, respeitarem sempre a minha linha de comunicação.

Acha que também há pontos negativos nesta exposição nas redes sociais?
Haverá sempre, mas tento não ligar muito e partilho tudo o que quero partilhar. Acho que o que poderá haver de mau também há de bom. Estamos perto do nosso público, de quem nos acompanha, de quem “consome” o que fazemos. Essa proximidade é tão boa!

Já teve alguma experiência negativa?
Não. Mas acho que não posso deixar de referir que o que me faz ficar mais chocada é o facto de termos imprensa a pegar em coisas que eu publico, a retirar de contexto e a partilhar mentiras só para ter vendas e cliques. Acontece comigo e com quase todos os atores e figuras públicas que conheço. Já há tempo que sinto que não deveria valer tudo, também porque as pessoas confiam nos meios de comunicação para se informarem e devia haver mais rigor, é pena quando não há, e eu ainda agora cá cheguei.

Que sonhos ainda tem a nível profissional?
Tenho muitos. Mas gosto de os ir projetando mais em privado, acho que resulta melhor! Assim no geral, quero muito continuar a representar, a formar-me e evoluir, se possível, com algumas experiências internacionais. Em digital, quero continuar o meu percurso e continuar a desenvolver projetos de que tanto gosto e na moda quero ir aproveitando apenas as oportunidades que me tragam algo de novo e positivo.

Há modelos ou atrizes que a inspirem?
Muitos. Podia ficar aqui horas a dizer nomes, temos mesmo muito talento nacional, mas destaco alguns que já referi noutras oportunidades: Joana Ribeiro, Paulo Pires e Sara Sampaio. 

Que planos já tem preparados para o futuro?
Há coisas que ainda não posso revelar, a seu tempo vão saber tudo. Mas terei novidades de negócios pessoais, outras de projetos digitais que irão ainda ser partilhados com todos, e que me deram imenso gozo fazer, e em representação espero que continuem a ouvir falar de mim e a ver-me.

 
 
 
 
 
Ver esta publicação no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação partilhada por Margarida Corceiro (@magui_corceiro)

ÚLTIMOS ARTIGOS DA NiT

AGENDA NiT