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Nove meses depois, russos voltam a fazer compras na Zara, Nike, Adidas e muitas outras

As sanções à Rússia estão a ser contornadas através de uma parceria com a empresa Post Global, com sede em Hong Kong.
Centenas de marcas abandonaram o país.

A invasão da Rússia ao território ucraniano, iniciada a 24 de fevereiro, levou a que muitas empresas ocidentais encerrassem as operações no país. Nove meses depois, os russos já voltaram a ter acesso direto aos artigos de algumas das marcas mais famosas e cobiçadas do mundo, anunciou terça-feira, 29 de dezembro, o Russian Post, serviço de correios do território liderado por Vladimir Putin.

Através de uma parceria com a empresa Post Global, com sede em Hong Kong, a entidade russa lançou um serviço que possibilita as compras online sem quaisquer restrições. Da Zara à Nike, passando pela Adidas, H&M e Hugo Boss, os produtos e bens destas etiquetas voltam a estar acessíveis aos russos com poder de compra para adquirir os artigos cujos preços não são acessíveis à maioria da população.

Os consumidores mais abastados podem fazer compras diretamente nos sites das empresas recorrendo a cartões bancários estrangeiros. No entanto, também o podem fazer utilizando esses meios de pagamento de bancos russos. Neste caso, a Post Global funciona como intermediária — a empresa compra os produtos selecionados pelos clientes, aos quais cobra uma taxa extra pelo serviço no momento do pagamento. Quando este é validado, os artigos são enviados aos compradores, embora o processo não seja célere.

De acordo com o jornal “Politico”, as encomendas são mantidas em armazéns norte-americanos ou alemães até três meses. Passado o tempo de armazenamento, demoram entre duas a três semanas até chegarem ao destino, que podem ser as zonas mais recônditas da Rússia.

De roupa a cosméticos, telemóveis, automóveis e até brinquedos, no site da Post Global são disponibilizados milhões de artigos das marcas mais populares do Ocidente — muitos deles com descontos.

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