Moda

O bom, o mau e o indescritível. Eis o street style das primeiras semanas de moda

Copenhaga, Nova Iorque e Londres arrancaram o Fashion Month com looks únicos nas ruas. Seguem-se os desfiles de Milão e Paris.
Foram três mundos diferentes.

Duas vezes por ano, as semanas da moda nacionais e internacionais apresentam as suas propostas para a estação quente e fria, respetivamente. Para muitas pessoas, as novidades apresentadas em de cada uma das cidades onde os criadores colocam modelos a desfilar nas passarelas, podem parecer um pouco repetitivas. Porém, cada país tem uma linguagem estética muito própria que foi construindo ao longo dos anos e que o distingue dos demais. Tal como acontece com os valores culturais, também os pioneiros que lançaram os alicerces da moda nos diferentes países são responsáveis por determinadas estéticas, que se refletem sobretudo no street style. Copenhaga, Nova Iorque e Londres são três das principais cidades  da indústria que já viveram a fantasia da semana da moda e, para lá das apresentações coreografadas, todos os olhos estavam postos na rua.

A Copenhagen Fashion Week transforma a principal da Dinamarca numa verdadeira Meca do estilo onde todas as fashionistas querem estar presentes. Embora não seja considerada uma das capitais da moda — como Paris, Londres, Milão e Nova Iorque — tem assumido um lugar muito importante na indústria. O estilo moderno, sóbrio e minimalista que sempre foi associado ao país nórdico mostrou outra faceta da capital dinamarquesa. Muita cor, néon e coordenados exagerados alegraram as ruas entre 9 e 12 de agosto, dias em que decorreu o evento. Muitos apontam a rainha dinamarquesa Margarida II, conhecida pelo seu gosto excêntrico e criativo, como uma das responsáveis por este fenómeno. Foi um arranque poderoso para o que se seguiu.

Entre 9 e 14 de setembro, foi a vez de Nova Iorque receber as propostas dos criadores para as próximas estações. A regra dos convidados vestirem peças dos criadores dos desfiles a que estão a assistir não foi seguida à risca, como aconteceu em edições anteriores. Por outro lado, uma constante em relação a apresentações passadas são as criações mais comerciais e orientadas pelas tendências que marcam o estilo nova-iorquino. Muitos visuais com o máximo de tons rosa, uma trend que parece não ter prazo de validade, desfilaram pelas ruas. Dos looks mais volumosos às propostas mais subtis, o street style da maior cidade dos Estados Unidos é uma fonte de inspiração para todos os que querem guiar-se por aquilo que está in e out este momento.

Por fim, chegou a semana de moda de Londres com a sua veia punk, não estivéssemos a falar do berço de designers como Vivienne Westood e Malcolm McLauren. As apresentações decorreram entre os dias 16 e 20 de setembro, com um público que se afastou do estilo mais clean a que Paris ou Milão já nos habituaram. Do layering aos materiais futuristas, passando pelas cores escuras e maquilhagens dramáticas, as ruas londrinas são os palcos de eleição para quem quer assistir a um espetáculo que reflete uma estética com uma história disruptiva.

Carregue na galeria para ver alguns dos looks de street style mais marcantes das semanas de moda de Copenhaga, Nova Iorque e Londres.

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