Moda

Os piores e mais extravagantes looks do fim de semana no Rock in Rio

No recinto encontrámos o "gangue da Ivete", um fã de Doja Cat embrulhado em fita-cola e vários outros visuais bizarros.
As maiores fãs de Ivete Sangalo estiveram no recinto.

O Rock in Rio Lisboa 2024 ficou marcado por duas coisas: croquetes e looks extravagantes ao longo dos dois fins de semana do festival, que arrancou a 15 de junho e que termina este domingo, 23.

No primeiro dia, os destaques foram os visuais pretos que iam ao encontro das bandas que atuaram no Palco Mundo, nomeadamente os Scorpions e os Evanescence. 

No último fim de semana, o preto manteve-se uma cor tendência, mas vários outros tons do arco-íris pintaram o recinto no Parque Tejo. A extravagância continuou, claro, a ser palavra de ordem.

No sábado, 22, houve um grupo que chamou toda a atenção: o gangue da Ivete. A troupe é constituída por Débora Domingues, de 34 anos e natural de Alenquer, Stefany Cardoso (38, Porto), Sara Sousa (35, Porto), Catarina Gonçalves (31, Póvoa de Varzim) e Emília Pinto (37, Algarve). Todas trabalham no atendimento ao público.

Foi o amor por Ivete Sangalo que as apresentou umas às outras. No início, conheceram-se através da Internet. Depois, o grupo foi crescendo cada vez mais.

Conheceram a música da artista há cerca de 20 anos e desde então que já perderam a conta de quantas vezes a viram ao vivo. No entanto, sabem que nunca falharam uma apresentação no Rock in Rio Lisboa, os restantes concertos em Portugal e até foram ao Brasil para a verem no Carnaval de Salvador.

Sabiam que o concerto no Palco Mundo este sábado iria trazer o mesmo de sempre: “Energia, alegria e o furacão Ivete”, contaram à NiT.

O que as atraiu para a cantora há cerca de duas décadas? “A simplicidade dela, o carinho com que trata os fãs e a mulher que ela é. É um exemplo para qualquer pessoa porque agarra toda a força dela.”

No dia anterior ao espetáculo esperaram pela artista no hotel em que ficou alojada. O segurança disse que não podiam estar ali, mas quando Ivete saiu do quarto, disse para elas entrarem para tirarem fotografias. “Só esta atitude não precisa de mais palavras”, realçam.

Esta não foi a primeira vez que estiveram com a cantora brasileira. No início da sua carreira iam sempre ter com ela ao camarim após cada concerto ou ao aeroporto de Lisboa. Depois a comunidade tornou-se maior, mas Ivete “não deixou que isso mudasse a pessoa que ela realmente é”. “Sempre que nos vê, dá-nos atenção. Já conhece até os nossos nomes e as nossas histórias”, garantem.

Quando ao look, trouxeram tank tops com um tecido chamado abadá que é usado no Carnaval de Salvador, no Brasil. “Inspiramo-nos nesta peça tradicional para fazermos a nossa, que é uma homenagem à Ivete Sangalo.”

Outro visual que chamou todas as atenções dos festivaleiros foi o de Pedro Ferraz, que está no recinto este domingo para ver Doja Cat. O seu outfit é, então, inspirado na artista.

Acordou às seis da manhã para se embrulhar com fita-cola e apenas terminou a tarefa às nove, ou seja, demorou três horas. “Tive de fazer tudo sozinho e foi muito difícil”, conta o jovem de 22 anos que trabalha num hotel em Lisboa.

Junto à barriga colocou a etiqueta da casa de luxo Vetements, marca com a qual a performer já colaborou. “Tinha trazido um rolo extra para fazer a reposição, mas não o deixaram entrar. Tenho de me adaptar com o que tenho.”

Pedro acrescenta que vem “todo preparado” para o concerto de Doja no Palco Mundo. Para ele, vai ser o grande destaque da noite.

“Ela é maravilhosa. É a rainha dos gays e do trap. Ela entrega muita referência, é uma mulher negra e eu inspiro-me muito nela. Acho que o concerto vai ser tipo um Coachella, mas ainda melhor porque o público tem as canções na ponta da língua”, assume.

Carregue na galeria para conhecer os melhores (e mais excêntricos) looks do último fim de semana do Rock in Rio Lisboa 2024.

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