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Revista Elle vai deixar de ter imagens com peles de animais, incluindo na publicidade

Todas as edições da publicação pelo mundo deixam de apresentar páginas editoriais e comerciais com este tipo de materiais.
Nas publicidades e editoriais, a Elle deixa de usar peles de animais.

Até ao final do próximo ano, todas as edições mundiais da revista de moda Elle vão deixar de publicar imagens com peles de animais. Isto aplica-se tanto a conteúdos editoriais como a publicidade. Das 45 edições mundiais, 13 delas já o começaram a fazer. Outras 20 aplicam a medida até janeiro. As restantes seguem a diretriz durante o ano de 2022.

“Não podemos manter um discurso de um lado e ganhar dinheiro do outro, em direções completamente opostas”, disse Valeria Bessolo Llopiz, diretora internacional da Elle, aqui citada pela Agence France-Presse. O anúncio foi feito durante uma conferência da The Business of Fashion em Inglaterra.

A presença de peles animais nas nossas páginas e no digital já não está em linha com os nossos valores, nem com os dos nossos leitores”, continuou. Todas as redações da revista pelo mundo assinaram o documento em que se comprometem a deixar de publicar este tipo de fotos.

“Estamos numa nova era e a geração Z, que representa o objetivo dourado da moda e do luxo, tem grandes expectativas em termos de sustentabilidade e ética. Existe cada vez menos oferta e muitas marcas já abandonaram as peles há muitos anos”, acrescenta.

PJ Smith, da Human Society International, afirmou no mesmo evento que outras revistas deviam seguir o exemplo. “Este anúncio provocará uma mudança positiva em toda a indústria da moda e tem o potencial de salvar muitos animais de uma vida de sofrimento e morte cruel.”

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