Moda

My Cloma: plataforma portuguesa de venda em segunda mão já chegou a Espanha

O projeto foi lançado em plena pandemia por um grupo de jovens portugueses que queriam promover a economia circular.
A equipa da My Cloma.

Desde a passada segunda-feira, 29 de março, a My Cloma passou a estar disponível para todo o mercado espanhol. A plataforma de compra e venda de roupa em segunda mão foi fundada em Portugal por quatro jovens empreendedores com os objetivos de combater o desperdício têxtil e promover a economia circular.

Foi fundada no final de junho do ano passado em plena pandemia e tem vindo a crescer com confiança ao longo dos últimos meses. Em novembro, por exemplo, anunciaram uma parceria com a Escola de Moda do Porto (EMP) para desafiar os alunos de moda a criarem peças de upcycling — um processo de transformação de roupa destinada ao lixo em artigos novos.

Depois, seguiram-se os supermercados Auchan Portugal, que lhes permitiram abrir um ponto de venda físico na loja de Matosinhos, com um alargamento da parceria para outras lojas ainda em cima da mesa. Já em janeiro de 2021, a influencer portuguesa Alice Trewinnard juntou-se ao projeto para vender as suas peças antigas e doar o dinheiro a uma causa social.

No primeiro trimestre do novo ano, assinalam agora a expansão a Espanha, onde já é também possível comprar as peças em segunda mão da My Cloma, sempre em bom estado de conservação e a preços acessíveis.

 
 
 
 
 
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“Após termos verificado um crescimento exponencial em Portugal, decidimos avançar com a internacionalização para Espanha, um país onde o mercado de segunda mão está em ebulição e tem um elevado potencial futuro. Damos, assim, o primeiro passo para a internacionalização da nossa marca, o que é naturalmente um desafio para a My Cloma”, começa por explicar Ana Monteiro.

A co-fundadora de 20 anos acrescenta ainda: “Estamos confiantes que conseguiremos distinguir-nos não só pela nossa qualidade de serviço, mas também pela nossa eficiência operacional, fruto de um investimento tecnológico que temos feito ao longo do último ano.”

Durante vários anos, Ana tinha por hábito doar a roupa que já não queria, mas cedo percebeu que existia uma falha no mercado português: “Podia haver um sítio onde as pessoas pudessem vender a sua roupa para ser usada por outras“, começou por explicar à NiT em junho de 2020. Decidiu colocar algumas peças à venda no OLX e noutras plataformas de venda, mas mais tarde quis mesmo criar a sua própria página de Instagram, estávamos em maio do ano passado. A procura, conta, “foi enorme”.

O seu irmão, Fernando Monteiro, de 33 anos, já tinha alguma experiência na área de gestão e Ana decidiu pedir-lhe ajuda para criar um serviço que pudesse responder à falta de páginas especializadas na venda de roupa usada. “Ele tem mais experiência e visão de mercado para me ensinar a fazer crescer o negócio”, acrescenta Ana. Juntos, reuniram uma equipa e criaram a plataforma My Cloma, em junho de 2020. Para saber mais sobre a sua história, leia o artigo completo na NiT.

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