Moda

Todos os detalhes dos 17 looks milionários do “desfile Taylor Swift” em Lisboa

De Versace a Vivienne Westwood, as três horas de concerto são um verdadeiro show de moda. E nunca desce dos saltos, como uma supermodel.
A tour chegou a Portugal.

Taylor Swift fez da sua carreira um puzzle gigante no qual, em cada peça, assume um rosto diferente. A miúda que apareceu a cantar “Tim McGraw”, com 16 anos, vestiu e despiu várias vezes a pele de cobra — literal e figurativamente. Pelo meio, ainda trocou os brilhos pelos vestidos com folhos e, a seu tempo, voltou às lantejoulas.

Quando recebeu o prémio de Mulher da Década da Billboard, em 2019, a cantora abordou cada mudança no discurso. “Dizem que estou a namorar demasiado nos meus 20’s? Vou ficar solteira. Durante anos. Agora, dizem que o meu disco ‘Red’ está cheio de canções sobre separações? Está bem, vou mudar-me para Nova Iorque e divertir-me com os meus amigos”, disse.

“Oh, estão a dizer que a minha música está a mudar demasiado para eu continuar no country? Está bem. Aqui está uma mudança de género e um álbum pop chamado ‘1989’”, acrescentou. “E agora estou a ser considerada uma vilã? Ok, aqui está um álbum chamado ‘Reputation’ e há muitas cobras por todo o lado.”

As várias fases de Taylor Swift são o ponto de partida para a digressão “The Eras Tour”, que chega ao Estádio da Luz, em Lisboa, a 24 e 25 de maio. Durante o espetáculo com mais de três horas — onde toca 45 faixas — a cantora muda de roupa 16 vezes para percorrer os seus álbuns.

Embora seja uma verdadeira maratona musical, a protagonista nunca desce dos saltos e não abdica dos brilhos, como se de uma supermodelo se tratasse. Dos pés à cabeça, todos os detalhes são pensados com a ajuda do stylist Joseph Cassell Falconer, que garante que um evento desta magnitude — não pára de bater recordes — tem um seleção de peças à medida de um dos maiores nomes da atualidade.

Falamos de um guarda-roupa milionário, com figurinos criados por marcas de luxo como Versace, Roberto Cavalli, Alberta Ferreti, Zuhair Murad ou Oscar de La Renta, por exemplo. Embora seja difícil estimar o valor total destas criações, visto que há looks que variam quase todas as noites, os coordenados ultrapassam dezenas de milhares de euros.

Entre as novidades para a etapa europeia da digressão, que arrancou a 9 de maio, em Paris, estão duas criações à medida de Vivienne Westwood. Swift apareceu com um vestido branco em tafetá com o verso “I love you, it’s ruining my life” (do single “Fortnight”) gravado, para introduzir o mais recente disco, “The Tortured Poets Department”. Por fim, acrescenta um casaco que traz elementos de roupas militares.

Taylor Swift
O novo vestido da Vivienne Westwood.

Mas este vestido não foi a única peça nova da digressão. A estrela pop apresentou várias peças atualizadas, como o body e blazer prateados da Versace para a parte “Lover”, com que arranca o concerto, logo a seguir ao body em tons de laranja da mesma marca italiana, com que aparece no palco e que combinou com botas de cano alto cintilantes.

Esta não é a primeira vez que a artista veste a insígnia italiana para aquela que é uma das digressões mais bem-sucedidas de sempre. Donatella criou vários dos looks que a cantora usou no ano passado. “A Taylor está a conquistar o mundo com alegria, amor e poder feminino em Versace”, disse a designer, à “Vogue”. Adoro o seu talento, o seu trabalho árduo e a dedicação aos seus fãs.”

Em Lisboa, as fãs também vão poder ver um novo body personalizado de Zuhair Murad com botas de Christian Louboutin, para a era “Midnights”, que foi “graciosamente adornado com 20.000 lantejoulas e cristais incorporados individualmente” e demorou mais de 350 horas a ser concluído, segundo o criador. Há ainda um novo minivestido cheio de franjas em preto e dourado, com um par de botas pretas, para “Fearless”, de Roberto Cavalli, que contou com centenas de horas de trabalho até estar concluído.

Um dos novos bodies da Versace.

Cada look foi cuidadosamente pensado e concebido para representar a sensação de cada projeto. À medida que a digressão avança, Swift estreia uma nova peça em cada destino, mudando ligeiramente as roupas de local para lugar, como a cor do vestido de folhos, de Jessica Jones, no qual canta as duas faixas surpresa.

Ainda assim, há silhuetas que não saem de jogo. Entre os mais comentados, estão o macacão de uma perna com motivos de cobra criado por Roberto Cavalli, em “Reputation”, que também criou um conjunto de saia e top em amarelo e laranja, ou um vestido laranja com folhos da Etro.

Um dos pormenores mais notados foi o facto de ter usado cores dos Kansas City Chiefs no set de “1989”. A paleta é, segundo muitos fãs, ser um tributo subtil ao seu namorado, Travis Kelce, que é um tight end da equipa de futebol norte-americano.

O vestido amarelo esvoaçante de Alberta Ferreti, durante a junção de “Folklore” e “Evermore”, é feito em chiffon e mistura elementos boémios com adornos subtis, mas que se destacam na secção mais intimista de todo o espetáculo, com canções como “Cardigan”, “Champagne Problems” ou “Illicit Affairs”, por exemplo. Na mesma secção, usa um vestido fluido rosa com recortes no peito.

Alberta Ferreti é uma das principais colaboradoras.

“A digressão representa um momento muito importante na carreira da Taylor, porque ela a concebeu e construiu como uma viagem através das diferentes eras musicais que definem a sua carreira”, revelou a designer, à “Harper’s Bazaar”. “Sinto-me honrada por ela me ter pedido para desenhar vestidos para esta ocasião especial. Sempre fui fascinada por mulheres que se questionam e desafiam constantemente.”

Apesar de “Speak Now” não ter grande destaque na setlist, Swift toca o hit “Enchanted” com um vestido de baile desenhado por Nicole + Felicia, com cintura justa e incrustado com milhares de lantejoulas em cascata, que diminuem à medida que a saia cresce e se transforma apenas em tule. É certamente um dos mais partilhados.

A Zuhair Murad criou o criou outra das alternativas para este momento, mas numa versão rosa. Segundo o designer, foram necessárias mais de 350 horas de trabalho no atelier e 50 metros de tule. São poucos os visuais, incluindo os bodies, que exigiram menos de milhares de cristais da mulher que se orgulha de estar sempre “Bejeweled”, como canta num dos seus maiores sucessos.

Desde o início da “Eras Tour”, foram criadas centenas de sites e contas nas redes sociais a documentar “todos os outfits usados por Taylor”, com os fãs a recriar cada um destes figurinos. A Europa, à semelhança do resto do mundo, foi atacada por um mar de brilhos, lantejoulas e joias em cada paragem. A culpa é do tsunami Swift.

Carregue na galeria para ver os vários visuais luxuosos que Taylor Swift usa na sua digressão mundial — e poderá ver em Lisboa.

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