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Nova instalação de SELF na ModaLisboa é uma crítica ao mundo da fast fashion

Intitulada “I dress, therefore I exist”, inclui mensagens satíricas em televisões antigas. Pode visitá-la de 6 e 9 de março.

“Compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não gostamos.” A famosa frase de Chuck Palahniuk, no livro “Fight Club”, é o ponto de partida para a mais recente obra de SELF sobre a relação tóxica da sociedade com o mundo da fast fashion.

Intitulada “I DRESS, THEREFORE I EXIST”, a obra vai ser apresentada durante a 64.ª edição da ModaLisboa, que decorre entre 6 e 9 de março, e pode ser visitada na zona Lounge que está instalada no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço.

A instalação consiste num caixote do lixo de 240 litros repleto de roupas em bom estado, que foram descartadas. O motivo? “Simplesmente porque são de uma temporada anterior”, justifica o artista. No meio delas, surgem várias televisões, dos anos 60 a 80, com mensagens satíricas de apelo ao consumismo.

“Thanks for buying.”

“Esta relação tóxica com as grandes marcas de fast fashion cria dependência, consumismo, desperdício, poluição, exploração infantil, e uma construção deficitária no nosso Eu, porque achamos que só somos validados se vestirmos de forma igual à de quem nos rodeia”, defende SELF.

Há mais de 20 anos dedicado à psicanálise, o artista anónimo foca os seus trabalhos na relação entre o ID, o Super Ego e o Ego, daí o pseudónimo com o qual assina. Agora, alarga esta crítica ao mundo da fast fashion que, sublinha, “retira oxigénio, inovação e originalidade aos novos criadores”. 

Este é o segundo local onde SELF se apresenta, após ter marcado presença no Tribeca. As peças pontuais têm sido desvendadas aos poucos, em acontecimentos culturais pela capital, como forma de antecipar a exposição de estreia do artista, agendada para o verão. A mostra irá percorrer várias cidades do País.

 

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