Lojas e marcas

O que fazia com 8€ milhões? O Dolce Vita Miraflores escolheu mudar de vida — e nome

O centro comercial foi primeiro do grupo a abrir no País e o último a ser comprado, após ter declarado falência em 2018.
Interior do centro comercial.

Estávamos no ano de 2002 quando abriu, pela primeira vez, o primeiro centro comercial Dolce Vita em Portugal. A cadeia inaugurou vários espaços em território nacional, mas não foi capaz de se posicionar no mercado face aos restantes concorrentes e acabou por falir em 2018. Desde então, todos os centros comerciais do portfólio da marca foram vendidos exceto um: o de Miraflores. Foi primeiro a abrir no País e o último a ser comprado —, foi agora adquirido pela gestora imobiliária portuguesa Finangeste.

De acordo com a informação transmitida pelo “Jornal de Negócios”, a empresa terá comprado o espaço por 4,1 milhões de euros, e pretende investir mais 4 milhões na sua reabilitação. Além disso, e como não poderia deixar de ser, também o nome deste centro comercial em Oeiras — com um buraco financeiro superior aos 36 milhões e euros — irá mudar assim quando abrir de novo as portas.

No passado mês de agosto havia sido noticiado que existiam quatro interessados na superfície comercial, para além da Finangeste (que liderava a corrida). Entre eles estavam a construtora bracarense DST, que terá feito uma proposta de 4 milhões; a Eskalaversátil, empresa de Arruda dos Vinhos que fez a sua aposta nos 3,65 milhões; o grupo lisboeta Placer, que pretendia comprá-lo por 3,2 milhões; e por fim, a White Sand Capital Portugal que pôs em cima da mesa 2,6 milhões de euros. Com esta compra do centro comercial de Miraflores, chega então ao fim o longo processo de liquidação da Dolce Vita que se arrastava há mais de três anos.

A primeira tentativa de venda ocorreu em 2019, com uma sociedade de capitais angolana a querer comprá-lo por 6,4 milhões. O negócio não avançou e no início de 2020, foi a Atena Equity Partners que propôs ficar com o espaço pelo valor de 2,5 milhões. O negócio também não se concretizou e só agora o ativo foi, definitivamente, adquirido pela empresa Finangeste.

O Dolce Vita Miraflores era promovido pelo grupo Amorim. Mais tarde, foi vendido ao grupo espanhol Chamartín, nas mãos do qual faliu, tendo por isso acabado por ser hipotecado pelo banco castelhano Abanca.

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