Vendas feitas através de redes sociais vão chegar a 1 trilião de euros em 2025

A informação é avançada pela Accenture que atribuiu este crescimento exponencial às gerações Z e Millennials.
Já fez compras no Instagram?

No universo digital tudo se move a alta velocidade. Um novo estudo da Accenture revela que o comércio realizado através das redes sociais, no espaço de três anos deverá crescer até três vezes mais do que o comércio online tradicional. As previsões indicam que alcançará um extraordinário valor de 1,04 triliões de euros (sim, um número com 18 zeros).

A pesquisa “Why Shopping’s Set for a Social Revolution”, estima que, atualmente, o social commerce — como é apelidado — esteja avaliade em 429 biliões de euros. Valor esse que deverá crescer até ao ano de 2025, muito graças às gerações Z e Millennials que serão responsáveis por 62 por cento das compras globais.

Atualmente, estima-se que os dois terços da população mundial que estão presentse nas redes sociais já façam compras através das redes sociais. Em jeito de análise, Eduardo Fitas, Managing Director da Accenture, responsável pela área da comunicação, media, e tecnologia em Portugal, Espanha e Israel afirma que: “A pandemia mostrou o quanto as pessoas usam as plataformas sociais como um ponto de entrada para tudo o que fazem online — notícias, entretenimento e comunicação (…) As redes sociai estão a reformular a forma como as pessoas compram e vendem, o que constitui novas oportunidades tanto para as plataformas, como para as marcas, em termos da experiência do utilizador e dos fluxos de receita.” 

Na mesma análise, a Accenture chegou à conclusão que no social commerce — contrariamente ao que acontece no e-commerce — os consumidores revelam uma maior disposição para comprar produtos de marcas pequenas, segundo afirmam 59 por cento dos inquiridos. Para além disso, 63 por cento assentiu ainda que teria mais probabilidade de voltar a comprar nessas empresas caso a experiência fosse satisfatória.

Segundo Manuela Vaz, vice presidente da Accenture Portugal e responsável pelas áreas de retalho e bens de consumo, esta mudança de atitude: “exigirá que os criadores, revendedores e marcas vão ao encontro ao consumidor com os seus produtos e serviços, e não o contrário.” Algo que, de acordo com a responsável, só será possível através de um trabalho conjunto, num ecossistema dinâmico, entre plataformas, mercados, social media, e influenciadores, e onde exista uma partilha de dados e insights.

A indústria do vestuário deverá ser a grande responsável pelo aumento de volume de compras nas redes sociais em 2022, aponta o estudo, afirmando que deverá atingir 18 por cento do total de vendas feitas. Já no ramo da beleza, que atualmente ainda não tem grande expressão, deverá crescer cerca de 40 por cento.

O estudo foi levado a cabo entre os meses de agosto e setembro de 2021, totalizando um total de mais de 10 mil inquiridos oriundos de mais de cinco países dos vários continentes. Carregue na nossa galeria e descubra quais foram os produtos de beleza mais procurados no ano de 2021, que poderá adquirir online.

 

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