« Estivemos com os novos tubarões do “Shark Tank”

Mário Ferreira: “Os negócios de que gostei mais foram de pessoas que tiveram vergonha de cá vir”

“Hoje [quinta-feira 8 de abril] é um dia particularmente feliz para mim, e para o meu sócio João [Koehler], ainda hoje comprámos uma patente fantástica”, começa por contar Mário Ferreira aos jornalistas.

Do projeto não pode dizer praticamente nada, mas sabe-se que foi “inventado por dois jovens, com patente já registada a nível europeu”.

O tubarão — cuja principal empresa, a DouroAzul, é líder de cruzeiros fluviais em Portugal —, garante que aceitou o convite para regressar ao formato da SIC porque ficou surpreendido com os resultados positivos do primeiro ano.

Obviamente que estamos aqui para ganhar dinheiro mas termos criado 40 postos de trabalho diretos numa altura tão complicada, claro que dá satisfação.”

Contudo, no “Shark Tank” não aparecem só boas ideias. “Ainda hoje demos uma chazada [raspanete] a dois, que vinham um bocado desorganizados naquela cabeça. O que eles precisavam não era de dinheiro, era de gestão”, explica.

Nos negócios que escolheu da primeira série, Mário Ferreira investiu perto de um milhão de euros e muito desse valor foi já depois das gravações. “Logo de seguida tivemos de fazer aumentos de capital e, em alguns casos, três vezes mais do que o que foi combinado aqui.”

De todas as empresas em que o empresário viu o potencial, houve três que cresceram mais do que estava à espera. 

“A República da Pequenada, que agora se chama Kids.i, tem uma taxa de ocupação de 100%. Vamos fazer réplicas porque não há capacidade para mais. A Marido Aluga-se, para quem precisa de trabalhos em casa, também está a funcionar muito bem.”

O terceiro negócio, a Origama (marca de toalhas) não podia estar a correr melhor mas já deu alguns problemas. É que os empresários eram casados mas entretanto separaram-se.

“Tive logo de andar a comprar a quota de um deles. Um continua acionista, outro é empregado. É uma aprendizagem também para nós, temos de lidar com isto.”

Os bons negócios não apareceram só à frente das câmaras do “Shark Tank”. “Dois ou três negócios de que gostei mais foram de pessoas que me mandaram mensagens a seguir ao programa e disseram que tiveram vergonha de cá vir, porque não queriam aparecer. Eu investi mais de três milhões de euros, no ano passado, em pessoas que não vieram ao programa mas não vou dizer nenhuma marca.”

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