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“A Confissão do Navegador”: Falámos com o autor do livro Duarte Nuno Braga

O seu primeiro romance histórico dá o devido valor ao navegador português Duarte Pacheco Pereira.

Se na escola nos ensinaram que o descobridor do Brasil foi Pedro Álvares Cabral, o autor do livro “A Confissão do Navegador” diz-nos que não é bem assim. “É que na frota de Álvares Cabral existia um tripulante chamado Duarte Pacheco Pereira”

Naquele que é o seu primeiro romance histórico, Duarte Nuno Braga conta-nos as aventuras do navegador português mais subvalorizado, Duarte Pacheco Pereira. No livro assistimos à aventura do navegador português ao lançar-se sobre as águas do Atlântico depois de lhe ter sido confiada uma missão pelo rei D. João II. Entre acontecimentos, Duarte Pacheco Pereira conhece o mestre dos mares Cristóvão Colombo (que o autor considera ser português).

Duarte Nuno Braga é natural de Lisboa e desce muito cedo mostrou grande aptidão para a escrita. Com 14 anos recebeu um prémio literário embora confesse que nunca imaginaria, na altura, vir a escrever um livro. O cenário era de tal maneira improvável que acabou por seguir engenharia entrando num mundo mais técnico. Quando confrontado com esta decisão, contou-nos que, apesar de não ter qualquer relação em jovem com as tecnologias, o fez na tentativa de engatar uma vizinha “muito gira”. Embora esta tentativa de engate não tenha resultado, o escritor apaixonou-se por completo por este novo mundo.

Sobre o livro “A Confissão do Navegador”: escreveu-o por considerar uma injustiça “não ter sido dado crédito a um homem como Duarte Pacheco Pereira”. Considera os seus feitos épicos e confessa o seu total contributo para a gloria e história do pais. O seu fascínio pelo navegador surge na falta de crédito que dá ao mesmo. Segundo o mais importante biógrafo de Duarte Pacheco Pereira, Joaquim Barradas de Carvalho, “o navegador português foi um génio comparável a Leonardo da Vinci”.

Para escrever a obra, o autor baseou-se sobretudo no livro “Esmeraldo de Situ Orbis” escrito pelo navegador português, Duarte Pacheco Pereira. O navegador começou a escrita no inicio do século XVI embora só tenha sido publicado 400 anos mais tarde. Como complemento às informações deste livro, pesquisou em documentos da Biblioteca Municipal de Cascais que, nas suas palavras “é excelente”. Demorou cerca de um ano em pesquisas e estruturas e outro ano na escrita e revisão.

Sobre os temas encontrado aquando das pesquisas que mais o fascinou foi a lenda de Nauebea algo que tentou explorar ao máximo na narrativa apesar do sue episódio preferido do livro ser a conversa entre Duarte Pacheco Pereira e o seu filho, Lisuarte a bordo da nau que os traria de novo a Lisboa.

Com tempo para uma pergunta final, perguntámos a Duarte Nuno Braga se preferia embarcar numa viagem com Pedro Álvares Cabral ou Duarte Pacheco Pereira. Respondeu que preferia ir com o primeiro por já ter feito a viagem com o segundo.

Camões descreveu Duarte Pacheco Pereira como o “Aquiles Lusitano” e Duarte Nuno Braga não poderia estar mais de acordo: “tomara que a história tivesse sido tão justa como foi o poeta”.

Artigo escrito por Bernardo Mascarenhas de Lemos.

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