Teatro e exposições

Tudo o que tem de saber sobre o MAAT, o novo museu de Lisboa

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia abre esta quarta-feira, 5 de outubro. O bilhete vai custar 5€ mas o acesso aos jardins e ao miradouro no telhado é gratuito.

De um lado, o rio, do outro, a cidade, no meio, o MAAT. O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia pode ser visitado a partir desta quarta-feira, 5 de outubro, e um dos principais objetivos é requalificar a zona ribeirinha de Belém, Lisboa, bem como “reconciliar a cidade com o rio”, ponto de partida para Amanda Levete, a arquiteta britânica responsável pelo projeto.

A obra demorou três anos e custou cerca de 20 milhões de euros. 38 mil metros quadrados (exteriores e interiores) — entre eles quatro mil só para exposições — vão receber também performances, workshops e concertos. A Central Tejo, mesmo ao lado, também foi requalificada e faz parte destes números. Contudo, nem tudo está pronto. O espaço só vai estar concluído em março de 2017, incluindo os jardins, projetados por Vladimir Djurovic.

A Fundação EDP, responsável pelo museu, podia ter esperado que tudo estivesse terminado para abrir as portas mas quis fazê-lo já, por dois motivos. Primeiro, queriam que “as pessoas estivessem fora e dentro e este era o tempo limite” [a chegada do inverno limitará as visitas exteriores], explica António Mexia, CEO do grupo EDP. Segundo, porque os próximos seis meses vão servir para perceber o que funciona ou não nas diversas salas. Contrariamente ao que acontece em alguns museus, será possível fotografar absolutamente tudo.

No dia 5, o acesso ao espaço será gratuito e haverá 12 horas de atividades, entre o meio-dia e a meia-noite. Depois, o bilhete vai custar 5€ (e o preço vai aumentar mais tarde). Até aos 18 anos, a entrada é gratuita e há um passe de 20€ que permite o acesso a duas pessoas, durante um ano, sempre que quiserem.

O MAAT vai funcionar entre as 12 horas e as 20 horas, encerrando à terça-feira, e em datas específicas o horário será prolongado. Nos jardins e na varanda (que ocupa toda a zona do telhado) será possível circular gratuitamente e a qualquer hora, uma vez que nada estará vedado.

No local, que fica na Av. Brasília, havia um muro que tinha 14 metros em alguns pontos, que impedia a comunicação com o rio. O edifício é agora mais baixo (tem 12 metros) e funciona como miradouro para os dois lados.

“Queríamos que tudo isto se tornasse um polo para as pessoas virem passar o tempo, de um lado e do outro”, conta António Mexia.

Para conhecer o MAAT, carregue na imagem acima.

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