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Autoridades abrem inquérito quanto à vacinação de Francisca e Maria Cerqueira Gomes

As iniciativas de vacinação aberta só estão disponíveis para os maiores de 55 anos. A vacinação dos maiores de 18 só começa a 4 de julho.
Francisca e Maria Cerqueira Gomes estão sob polémica.

A apresentadora da TVI Maria Cerqueira Gomes partilhou no Instagram uma fotografia com a sua filha Francisca, modelo e atriz. O que era suposto ser uma fotografia de celebração acabou por se tornar num problema para a apresentadora e filha, com as autoridades a abrir um inquérito quanto às mesmas.

A polémica está a acontecer pois ambas foram vacinadas num dia de vacinação aberta em Campanhã, no Porto, numa altura em que as iniciativas de vacinação aberta ainda só estão disponíveis para os maiores de 55 anos. O facto de Francisca Cerqueira Gomes ter apenas 18 anos também está a gerar muita indignação entre os portugueses, visto que a vacinação desta faixa etária só tem início previsto a 4 de julho.

Maria Cerqueira Gomes, de 38 anos, dirigiu-se ao Instagram para se defender das críticas: “Ontem, na cidade do Porto e noutras cidades do norte, abriram ao final do dia duas horas para pessoas a partir dos 18 anos… podíamos aparecer sem marcação para se tentar controlar a quarta vaga. Eu fui vacinada, minha filha também… como os outros que souberam e tiveram horas como nós à espera da oportunidade. Tenho pena que se continue a apontar o dedo sem conhecimento”.

Em conversa com o “Observador“, uma fonte oficial da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte) confirma que vai abrir um inquérito para averiguar os casos indevidos de vacinação no Centro de Vacinação do Cerco (local onde Maria e Francisca foram vacinadas).

A task force liderada pelo vice-almirante Henrique Gouveia e Melo informa que mandou travar estes atos de campanhas de vacinação indevidas assim que souberam dos mesmos, e condena os próprios. “Tenho uma equipa que regista todos os eventos suspeitos, mas nunca tive um caso desta dimensão. É a primeira vez – consagra uma desobediência clara ao plano. Alguém com responsabilidade resolve vacinar pessoas que neste momento não estão elegíveis”, referiu Gouveia e Melo na RTP. “Pedi à estrutura que retire as consequências que é preciso retirar. Tem de haver disciplina”, acrescentou ainda.

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