Cinema

Mais de 150 anos depois, “Mulherzinhas” continua a fazer história

A nova adaptação do filme, desta vez por Greta Gerwig, está nomeada para seis Óscares. Estreia em Portugal esta quinta-feira.
O filme tem cerca de 2h15 de duração.

“Mulherzinhas” é um dos filmes mais nomeados deste ano para os Óscares. No total, a produção realizada por Greta Gerwig está a concorrer em seis categorias nos prémios mais importantes da indústria do cinema. Chega às salas portuguesas esta quinta-feira, 30 de janeiro.

Na verdade, esta é só mais uma das muitas vidas de “Mulherzinhas”, a história criada pela autora americana Louisa May Alcott, que foi publicada pela primeira vez em livro em 1868. Desde então, foram inúmeras as adaptações.

Houve peças de teatro, espetáculos de ballet e musicais, óperas e várias adaptações ao cinema e à televisão. Desta vez, a realizadora Greta Gerwig pegou na história clássica, que tanto a inspirou ao longo da vida, e fez a própria adaptação.

Neste caso, a escrita da obra está totalmente integrada na história — e a autora não é Alcott, mas sim a protagonista do enredo, Jo March. Ou seja, “Mulherzinhas” de Greta Gerwig é uma história do nascimento de uma artista — uma mulher artista numa época não muito fácil para as mulheres, muito menos para as histórias sobre mulheres com um ponto de vista feminino.

Além disso, e tal como no último filme de Gerwig (o também aclamado “Lady Bird”, de 2017), foca-se numa jovem mulher que pode afastar-se da família, em dificuldades financeiras, se cumprir as suas ambições. Ao mesmo tempo, para realizar os seus sonhos e se desenvolver intelectualmente, precisa dessa proximidade com a família.

Talvez pelas semelhanças entre as circunstâncias das personagens, a realizadora tenha ido buscar novamente Saoirse Ronan para o papel principal. A atriz irlandesa é, portanto, Jo March.

O elenco está cheio de outras estrelas. Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet, Bob Odenkirk, Louis Garrel e James Norton são algumas delas.

Tanto é uma história sobre uma série de raparigas a crescerem, como a própria saga de uma família, e um filme com uma perspetiva feminista sobre os objetivos e as escolhas das mulheres (ou a falta de possibilidades que muitas vezes têm).

A autora original, Louisa May Alcott, foi uma das primeiras mulheres na sua região a inscrever-se para votar — ainda no século XIX, em 1879. Nunca casou e escreveu este livro (que certamente nunca imaginou que tivesse tanto alcance) baseado na própria história, a pedido da editora.

“Mulherzinhas” pode continuar a fazer história na noite dos Óscares — cuja gala está marcada para 9 de fevereiro. Está nomeado para Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Guarda-Roupa, Melhor Banda-Sonora, Melhor Atriz (Saoirse Ronan) e Melhor Atriz Secundária (Florence Pugh).

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