Cinema

7 filmes que vale a pena descobrir este ano no IndieLisboa

O festival de cinema arranca com quase 250 produções no alinhamento. Vai ocupar várias salas na capital portuguesa.
O festival arranca esta quinta-feira.

O IndieLisboa regressa esta quinta-feira, 28 de abril, e estará pela cidade até ao dia 8 de maio. A 19.ª edição do festival de cinema vai exibir quase 250 filmes, entre longas e curtas-metragens, portuguesas e internacionais, de muitos géneros, registos e estéticas.

O evento vai dividir-se entre o Cinema São Jorge, a Culturgest, o Cinema Ideal e a Cinemateca Portuguesa, além do Palácio Galveias. Há o programa especial IndieJúnior, dedicado aos miúdos; e retrospetivas especiais.

É o caso de um ciclo dedicado à americana Doris Wishman, a única cineasta mulher a fazer filmes de “sexploitation” — com cenas íntimas explícitas e temáticas — durante muitos anos no cinema ocidental. Vão ser exibidos filmes como “Diary of a Nudist”, “Seios de Morte” ou “Nude on the Moon”.

Haverá ainda uma celebração do 40.º aniversário da distribuidora francesa Light Cone, especialista em filmes experimentais, que estará em destaque na secção Silvestre. O IndieMusic também regressa em força — assim como a programação paralela do IndiebyNight.

A NiT destaca sete filmes a não perder nesta edição do IndieLisboa. Conheça o programa completo (e todas as informações úteis) no site oficial do festival.

“A Viagem de Pedro”, Laís Bodanzky

É a estreia nacional do filme luso-brasileiro que acompanha D. Pedro IV de Portugal — que foi D. Pedro I do Brasil. O rei ficou conhecido como “libertador”, ao ter dado a independência ao Brasil. A história centra-se no seu regresso a Portugal para lutar com o irmão D. Miguel pelo poder, numa fase em que está inseguro e à procura de um novo propósito. A NiT já entrevistou o ator brasileiro Cauã Reymond, que interpreta o monarca, sobre esta produção.

Para ver: 8 de maio, 21h30 (Culturgest)

“Um Filme em Forma de Assim”, João Botelho

O novo filme do cineasta português João Botelho é apresentado no IndieLisboa. Depois de “Um Adeus Português”, o realizador volta a focar-se em Alexandre O’Neill. É apresentado como tendo “uma veia musical e onírica”. O festival vai ainda exibir o documentário “O Jovem Cunhal”, sobre os primeiros tempos do líder comunista Álvaro Cunhal, também de João Botelho.

Para ver: 28 de abril, 21h30 (Cinema São Jorge)

“Coffin Homes”, Fruit Chan

Esta é uma sátira de terror sobre o problema de habitação em Hong Kong. Através de múltiplas histórias carregadas de uma violência exacerbada, o cineasta Fruit Chan reflete sobre as “casas-caixão” a que muitas pessoas chamam lar — é a única forma de conseguirem viver naquela grande (e cara) cidade — além de retratar, por exemplo, casas assombradas e outras tormentas relacionadas com habitação.

Para ver: 29 de abril, 18h (Cinema Ideal)

“Périphérique Nord”, Paulo Carneiro

O documentário de Paulo Carneiro foca-se no fenómeno da emigração portuguesa e centra-se no objeto carro como símbolo máximo de transição para abordar questões como identidade e comunidade.

Para ver: 4 de maio, 21h30; 7 de maio, 19h (Cinema São Jorge)

“The Souvenir – Part II”, de Joanna Hogg

Ao longo dos últimos anos, Joanna Hogg tornou-se uma cineasta de renome no circuito internacional do cinema independente. X anos depois de “The Souvenir”, a realizadora volta a explorar a sua juventude e o caminho que a levou a seguir o cinema. 

Para ver: 5 de maio, 21h45 (Culturgest)

“Cesária Évora”, Ana Sofia Fonseca

A história de Cesária Évora, nome maior da música cabo-verdiana e lusófona, é contada neste documentário recheado de imagens inéditas. Relata como, apesar de não corresponder ao modelo habitual que leva ao sucesso, conseguiu superar todas as condições e barreiras para se tornar num ícone. 

Para ver: 28 de abril, 21h30 (Culturgest)

“The History of the Civil War”, Dziga Vertov

Um dos pioneiros do cinema soviético, Dziga Vertov, gravou este documentário de propaganda nos anos 20, durante a guerra civil russa. O filme estreou e depois foi fragmentado para ser usado em noticiários — nunca mais ninguém o viu na sua forma original. Até agora — o académico Nikolai Izvolov fez o trabalho de reconstrução e o resultado pode ser visto no IndieLisboa.

Para ver: 30 de abril, 15h30 (Cinemateca Portuguesa) 

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