Cinema

“A Lagoa Azul”: um dos mais belos clássicos dos anos 80 chegou à Netflix

O filme original e a sequela estão finalmente disponíveis na plataforma de streaming.
Para recordar

Não há adolescente dos anos 80 que não tenha suspirado por Brooke Shields, em “A Lagoa Azul”. O filme não foi a sua estreia no cinema, mas terá sido certamente o ponto mais alto da carreira da norte-americana. Agora, pode recordar as aventuras de Emmeline e Richard Lestrange, interpretado por Christopher Atkins. Sim, a obra de Randal Kleiser já está disponível na Netflix.

Para quem não conhece a história, os dois jovens órfãos são primos e estão numa ilha deserta depois de o navio onde seguiam ter naufragado. Acabam por apaixonar-se e tentar construir a sua vida naquela ilha paradisíaca, ao mesmo tempo que vão descobrindo as particularidades das mudanças do corpo. Curiosamente, e apesar de ser um clássico do cinema, foi arrasado pela crítica em 1980, quando estreou nos EUA.

Como seria de esperar, à luz dos dias de hoje, a história acaba por ser controversa pelo tema da sexualização de adolescentes — na altura, Brooke Shields tinha apenas 14 anos, o que ajudou ao papel ingénuo que desempenha. Curiosamente, a sua nudez é uma das coisas que se destacam no filme, o que levou a que, para garantir alguma privacidade à atriz, parte do longo cabelo e de uma peruca fosse discretamente colado ao corpo para tapá-la.

Apesar de todas as questões morais que o filme possa levantar, também teve o seu lado positivo. No campo da ciência, por exemplo, ajudou a descobrir uma nova espécie de iguanas das ilhas Fiji. Tudo porque, segundo a revista “People”, um cientista animal estava a ver o filme e percebeu que aparecia uma espécie que não conhecia, por isso, viajou até ao local para investigar mais.

“A Lagoa Azul” estreou em Portugal em janeiro de 1981, precisamente há 40 anos. Desde aí, o famoso filme teve algumas sequelas, como “Regresso à Lagoa Azul” e que também pode ver na Netflix.

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