Cinema

Afinal, Amber Heard não foi atacada por bots online

A atriz afirmara que Johnny Depp tinha contratado bots para controlarem a narrativa e combaterem o seu lado da história.
A atriz foi condenada por difamação.

O julgamento mediático que opôs Johnny Depp a Amber Heard terminou há quase dois meses, mas continuam a surgir notícias relacionadas com o caso — muito porque a atriz, que foi condenada por difamação, tem tentado contrapor a decisão, chegando até a pedir uma anulação do veredito por diversos motivos.

Um dos argumentos utilizados pela equipa de Amber Heard quando esta também processou Depp por difamação — numa espécie de contra-processo — tinha a ver com os alegados bots que o ator havia contratado para controlar a narrativa online e combater o lado da história de Amber Heard. Segundo a atriz, esse fator tinha sido decisivo para alterar a opinião pública e a visão do júri sobre o caso. 

Agora, um relatório da empresa especializada Bot Sentinel, citado pela estação de televisão CBS, defende que a grande maioria dos utilizadores que criticaram Amber Heard nas redes sociais durante o julgamento — e que inclusive agiram em grupo — tratavam-se de pessoas reais. O resultado final, contudo, pode ser semelhante a um ataque perpetuado por bots. 

A Bot Sentinel analisou mais de 14 mil tweets, sobretudo com as hashtags mais virais sobre o caso, e apesar de considerar haver bastantes “trolls tóxicos”, tratam-se de pessoas reais. As campanhas veiculadas nas redes sociais pelos defensores de Johnny Depp levaram até que fosse pedido que Amber Heard fosse substituída na sequela de “Aquaman”. Tal não aconteceu, mas o seu papel foi substancialmente reduzido. Heard alega que foi uma consequência direta destas campanhas online, que a prejudicaram seriamente.

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