Cinema

“Amesterdão”: chegou aos cinemas o filme com um dos melhores elencos do ano

Margot Robbie, Christian Bale, John David Washington, De Niro, Chris Rock, Taylor Swift e Rami Malek — todos na mesma história.
Já está nos cinemas.

É, indiscutivelmente, um dos filmes com melhor elenco do ano. Realizado e escrito por David O. Russell, “Amesterdão” estreia nos cinemas portugueses esta quinta-feira, 27 de outubro. Baseia-se num contexto histórico real, ainda que a narrativa em si seja fictícia.

Margot Robbie, Christian Bale e John David Washington interpretam os grandes protagonistas. Estes três amigos são os que descobrem uma tentativa de golpe de estado que está a ser preparado na América dos anos 30 — e conseguem prevenir que aconteça. Mas só depois de assistirem a um homicídio e serem incriminados.

Robert De Niro, Anya Taylor-Joy, Chris Rock, Taylor Swift, Rami Malek, Alessandro Nivola, Andrea Riseborough, Matthias Schoenaerts, Michael Shannon, Mike Myers, Timothy Olyphant ou Zoe Saldana também estão na lista dos atores que participam neste projeto. 

Esta conspiração ficou conhecida como Business Plot. O início dos anos 30 foi um período conturbado para os EUA. O país estava ainda a atravessar uma difícil recuperação depois do crash da bolsa de 1929. Milhares de veteranos da Primeira Guerra Mundial, a quem era devido dinheiro, revoltaram-se e fizeram grandes protestos.

Muitos juntaram-se e montaram um acampamento em Washington D.C., em forma de manifestação contra o governo. Os militares no ativo foram mesmo destacados para destruir estas tendas e barracas que haviam sido construídas.

Este movimento foi incitado por um oficial fuzileiro reformado, o major general Smedley Butler, que se tornou provavelmente na maior figura a associar-se aos protestos. O mesmo Smedley Butler faria as alegações em 1933 de que estaria a ser usado por diversos empresários e grandes nomes de Wall Street para liderar um possível golpe de estado.

Quando Franklin D. Roosevelt foi eleito nesse ano, implementou uma série de políticas de estado social — investindo mais dinheiro no apoio às pessoas pobres, na criação de empregos, na construção de obras públicas. Isso irritou as grandes figuras capitalistas da época, preocupados com a ascensão de movimentos socialistas nos EUA e com o facto de a prioridade deixar de ser o apoio às empresas e empresários.

Nunca ficou claro se o tal Business Plot era de facto um possível golpe de estado — ou se nunca passou de uma mera troca de ideias entre algumas pessoas. Nunca ninguém foi acusado de qualquer crime. No relatório do comité que investigou o caso, podia ler-se que “não há dúvida de que estas tentativas foram discutidas, planeadas, e poderiam ter sido implementadas se e quando os responsáveis pelo financiamento assim o quisessem”.

Em geral, porém, os órgãos de comunicação social desvalorizaram o caso — dando a entender de que o suposto golpe de estado não seria para levar assim tão a sério. “Amesterdão” pega nesta história, acrescenta elementos fictícios, e é um filme que tanto tem mistério como momentos cómicos.

Leia também o artigo da NiT sobre David O. Russell, o “realizador brilhante” que já deu uma sova a George Clooney.

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