Cinema

Anne Hathaway sofreu aborto espontâneo enquanto interpretava uma grávida

"Tinha de dar à luz no palco todas as noites e fingi que estava tudo bem", contou a atriz à "Vanity Fair" sobre o drama que viveu em 2015.
Entretanto já teve dois filhos.

Em 2015, Anne Hathaway interpretou uma mulher grávida em “Grounded”, peça de teatro que esteve em cena durante seis semanas no Public Theatre, em Nova Iorque. Numa nova entrevista à “Vanity Fair”, publicada na quarta-feira, 27 de março, a atriz admitiu que este foi um dos papéis mais difíceis da sua carreira, visto que teve um aborto naquela mesma altura.

“Tinha de dar à luz no palco todas as noites e fingi que estava tudo bem”, recorda. Quando os amigos a visitaram nos bastidores, contou-lhes a verdade: tinha sofrido um aborto espontâneo. “Era muito difícil manter este segredo.”

A protagonista de “O Diabo Veste Prada” acabou por ter o primeiro filho, Jonathan, em março de 2016. Volvidos mais de três anos, em julho de 2019, anunciou que estava novamente grávida, numa publicação bastante emotiva onde também falou sobre os problemas de fertilidade.

“Não é para um filme. Brincadeiras à parte, para todos aqueles que estão a passar pelo inferno da infertilidade e da conceção, saibam que esta jornada não foi uma linha reta para nenhuma das minhas gravidezes”, escreveu a atriz de 41 anos no Instagram.

Na entrevista à “Vanity Fair”, explicou o porquê de ter feito aquele post tão vulnerável. “Dada a dor que eu sentia quando tentava engravidar, não me sentiria bem em partilhar algo que fosse apenas feliz quando eu sei que a minha história tem muitas nuances.”

Acrescenta que quando abortou se sentia constantemente envergonhada. Só depois é que percebeu o quão normal era tudo. Ao falar com as amigas, percebeu que muitas tinham tido experiências semelhantes. “Porque é que ninguém fala sobre isso? É por causa disso que nós sofremos, então decidi que ia falar abertamente sobre este assunto.”

A publicação emocionou milhões de pessoas. Nos meses que se seguiram à partilha, Anne revela que muitas mulheres iam ter com ela e abraçavam-na com lágrimas no rosto. “Eu também as abraçava porque conseguia sentir a dor delas”, conclui.

 

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