Cinema

“Anora”. Obra que venceu o Óscar de Melhor Filme em 2025 chegou à Prime Video

"Cada reviravolta leva-nos a um lugar onde não esperávamos estar", dizem os críticos. Venceu cinco troféus na gala da Academia.

Melhor Realização, Melhor Atriz Principal, Melhor Argumento, Melhor Edição e, ainda mais importante, Melhor Filme. Com cinco Óscares vencidos, “Anora” tornou-se o filme mais premiado da gala da Academia em 2025. Esta sexta-feira, 19 de junho, chegou a todos os subscritores da Prime Video.

Na obra independente realizada por Sean Baker, Anora é uma jovem trabalhadora de sexo que se vê afastada da sua vida quotidiana como dançarina erótica pelo filho impetuoso de um oligarca russo. Sem pensarem duas vezes, acabam por casar e, ao receberem a notícia, os pais do noivo viajam para Nova Iorque para tentarem anular a cerimónia.

“Quando parece assentar nos ritmos de uma história de amor, salta de género para se tornar um filme de perseguição enérgico e sombriamente engraçado que percorre as ruas de Brighton Beach, Coney Island e Manhattan”, lê-se na sinopse do título que em 2024 venceu o grande prémio no Festival Internacional de Cinema de Cannes, a Palma d’Ouro. Foi, também, uma das obras mais premiadas nesse mesmo ano — acumula mais de 150 troféus.

A grande estrela da produção é Mikey Madison, antes conhecida pelas participações em “Era Uma Vez Em… Hollywood”, “Scream” e “A Família Addams”. A ela juntam-se Mark Eydelshteyn, Karren Karagulian, Yuriy Borisov, Vache Tovmasyan, Ivy Wolk, Luna Sofía Miranda, Ross Brodar, Lindsey Normington, Darya Ekamasova, Emily Weider, Alena Gurevich, Masha Zhak, Paul Weissman, Charlton Lamar e Aleksey Serebryakov.

Além de ter sido um sucesso nas galas de prémios, “Anora” também se destacou nas bilheteiras. Embora o orçamento fosse de cinco milhões de euros, conseguiu arrecadar 60 milhões em todo o mundo. 

No Rotten Tomatoes conta com uma pontuação de 93 por cento. “É uma viagem de montanha-russa, mas Baker nunca confunde movimento com ação. Cada reviravolta leva-nos a um lugar onde não esperávamos estar, revelando uma emoção que não esperávamos partilhar”, disse o “Sydney Morning Herald”.

Já o “USA Today” explica que “Anora” “não é um conto de fadas que segue as regras dos Príncipes Encantados e dos finais felizes. Em vez disso, explora, felizmente, algo mais real: pessoas que apenas tentam passar o dia com algum sentimento de esperança e de ligação humana”.

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