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Arma disparada por Baldwin foi declarada “segura” — mas pode não ter sido verificada

O “Los Angeles Times” teve acesso a um documento da polícia que revela novos dados sobre o acidente de vitimou Halyna Hutchins.
O acidente vitimou a de diretora de fotografia do projeto.

A arma que Alec Baldwin disparou nas gravações de “Rust” foi declarada como segura. Ainda assim, não há certezas de que tenha sido verificada. Esta é uma das conclusões que se retiram dos depoimentos feitos pela polícia e aos quais o jornal “Los Angeles Times” teve acesso. O realizador Joel Souza e um assistente de produção explicaram que houve atrasos nas filmagens daquele dia, já que estavam a trabalhar apenas com um câmara.

Neste relatório policial, Joel Souza, que também acabou ferido no acidente, disse que alguém tinha identificado a arma como “pistola fria”. Nesse caso, a expressão significa que não estava carregada com balas reais. Contudo, quando Alec Baldwin lhe pegou para um ensaio da cena em questão, disparou na direção da diretora de fotografia Halyna Hutchins e feriu também o realizador.

A cena devia ter sido gravada antes do almoço, mas foi feito um intervalo por volta as 12h30. No regresso, Joel Souza disse que não tinha a certeza se a arma foi mais uma vez verificada. Reid Russell, operador de câmara, explicou, que depois da pausa, a câmara usada teve de ser movida devido a uma sombra.

Num destes ensaios, enquanto Alec Baldwin explicava o que ia fazer, retirou a arma do coldre e o disparo aconteceu. Reid Russell ouviu um grande estrondo e Halyna Hutchins a dizer que não conseguia sentir as pernas. Também viu Joel Souza com sangue.

Segundo o “Los Angeles Times”, seis pessoas, entre operadores de câmara e assistentes, tinham pedido a demissão horas antes do acidente por considerarem que não havia condições de segurança nas filmagens de “Rust”. Estes membros do staff relataram problemas com armas que não foram devidamente inspecionadas. Ao que parece, os profissionais que faziam a verificação acabaram substituídos por outros empregados não qualificados.

A polícia de Santa Fé, no Novo México, Estados Unidos, não quis comentar o assunto e apenas referiu que as investigações ainda estão a ser feitas.

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