Deadpool está cansado do mundo e da sua vida, mas, infelizmente, não pode parar — especialmente quando uma nova força terrível começa a assombrar o mundo. Cassandra Nova (Emma Corrin), a sinistra irmã gémea do Professor Charles Xavier, é a antagonista do novo filme da saga sangrenta e com muito humor que estreia nas salas de cinema nacionais a 25 de julho.
A ajudá-lo nesta nova aventura, o anti-herói interpretado por Ryan Reynolds vai ter a ajuda de outro grande ícone da banda-desenhada: o Wolverine, neste caso, encarnado por Hugh Jackman.
Os dois filmes anteriores de “Deadpool” contam a história de Wade Wilson, ex-militar e mercenário, diagnosticado com uma forma agressiva de cancro. Ao perceber que a sua vida está quase a terminar, aceita o desafio de se voluntariar para uma experiência científica lhe promete a cura para a doença, mas que lhe fará alterações genéticas no organismo. Após a intervenção, o personagem regressa indestrutível, com superpoderes de cicatrização e um sentido de humor fora do comum.
Reynolds não só interpreta o papel principal, como também colaborou na escrita do argumento, juntamente com Paul Wernick, Rhett Rees (autores dos dois capítulos anteriores) e Zeb Wells. A realização ficou a cargo de Shawn Levy
O elenco de “Deadpool & Wolverine” conta com o regresso de Morena Baccarin, Brianna Hildebrand, Leslie Uggams, Karan Soni, Rob Delaney e Jennifer Garner. Os novos nomes incluem Matthew Macfadyen (“Succession”). Emma Corrin (“The Crown”), no papel da vilã.
A NiT teve a oportunidade de conversar com a atriz de 28 anos que nos revelou muitos segredos sobre as gravações — nomeadamente o frio que teve de enfrentar — e sobre esta sequela da saga que já arrecadou cerca de 1,5 mil milhões de euros.
Leia agora a entrevista.
Como se sentiu quando surgiu a oportunidade de ficar com este papel?
Lembro-me onde estava. Estava a conduzir de regresso a Londres, presa no trânsito, e vi que tinha uma chamada perdida da minha agente. É muito engraçado receber a chamada da Marvel. Não estava nada à espera. Não me puderam dizer muito sobre o papel porque têm de saber que estamos realmente interessados. Foi tudo muito vago. Depois encontrei-me com o Shawn e falámos. Eu aceitei o papel sem sequer ter lido o guião. Depositei toda a minha confiança no filme. Desde o momento em que conheci o Shawn e em que comecei a falar com o Ryan, percebi exatamente para onde queriam levar o filme. O que me captou foi não só o humor, mas também o coração da narrativa. É, essencialmente, uma história de amizade.
Estreou-se no Universo Cinematográfico da Marvel. Como se sentiu?
Muita pressão, naturalmente. Os fãs da Marvel que cresceram com estas histórias protegem-nas muito, o que faz sentido. Sabia que tinha de ganhar o respeito deles e que ia ter muito a provar, especialmente por me estar a juntar aos universos do Deadpool e do Wolverine. Fui quase atirada aos lobos. Sou a primeira a admitir que não cresci a ver filmes da Marvel, mas tem-me trazido muita felicidade poder participar nesta produção. Estes são filmes com os quais nos conseguimos conectar facilmente, independentemente da nossa idade. Sinceramente, tem sido maravilhoso.
Qual foi o maior desafio das gravações?
O frio. Era suposto gravarmos no verão, mas devido à greve — que foi incrível — tivemos de adiar os timings e começámos a gravar em dezembro, na rua, no Reino Unido. Num dos meus primeiros dias as temperaturas estavam negativas e nevava. Dá para ver no filme que a Cassandra tem um manto e, por baixo, usa um espartilho. Passava muito frio e nunca lidei bem com temperaturas baixas. Se repararem numa intensidade maior nessas cenas na rua, é porque estava a tentar lidar com esta situação.
A sua personagem é baseada no Professor Charles Xavier. Inspirou-se nos atores que o interpretaram no passado?
Lembro-me de hesitar antes de rever as atuações do James McAvoy e do Patrick Stewart, mas estava muito interessada em perceber como desenvolveram a personagem e como lidaram com o facto do Xavier passar muito tempo no seu próprio mundo e na sua mente, graças à telepatia. Estava curiosa para ver como abordaram isto. Rever as atuações deles foi ótimo. Se fizer justiça ao papel ficarei muito contente.
Como foi trazer o Wolverine para o universo do Deadpool, uma vez que são personagens completamente diferentes?
Não foi nada desafiante. Pelo que vi, o Ryan divertiu-se muito com o Hugh e com o facto de poder brincar com o Wolverine, porque, como disse, é muito diferente do Deadpool. Neste filme, o Wolverine é hilariante e consegue gozar de volta com o Deadpool. Ver isso foi ótimo. Mas também há temas muito importantes. A história do Wolverine, em qualquer universo, tem sempre muitos conflitos interiores e eles não fugiram disso. O Hugh disse-me que tem um monólogo muito extenso neste filme e que só nesse momento fala mais do que em muitos outros filmes desta personagem.
A Marvel exigem sempre muito secretismo. Como aprendeu a evitar spoilers e a manter o segredo?
Foi quase como ser política, porque os políticos sabem evitar perguntas. Na Marvel também recebemos esse treino. Ensinam-nos a falar muito sobre absolutamente nada. Seria diferente se este filme não fizesse parte de uma saga, mas o universo da Marvel é tão grande e há tantas personagens com legados extensos que eu posso falar abertamente sobre a minha personagem. Não foi tão mau quanto pensei que seria.
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