Cinema

Benedita Pereira: “Tenho saudades de sair, ando a comprar demasiadas coisas online”

As santas pantufas e as sessões com a PT à distância têm salvado a atriz de um confinamento com um bebé.
As pantufas são sagradas.

Ainda não passou um ano desde que a pandemia chegou a Portugal e já vivemos o segundo período de confinamento. Para Benedita Pereira, que foi mãe no início do ano passado, as noites “a deambular nos bares do Bairro Alto” parecem uma memória distante.

O tempo extra em casa tem os seus benefícios mas também desafios inesperados. “Ando a comprar demasiadas coisas online. Ah e claro, agora sou a ‘vítima’ perfeita dos anúncios que aparecem no Instagram”, conta em resposta ao inquérito da NiT sobre o confinamento.

Por estes dias, a atriz que já se destacou no cinema, palco e televisão tem andado a ver séries. E até aproveitou para rever em família o “Sozinho em Casa 2”. As “pantufas quentinhas”, essas, já fazem parte da farda diária.

Com dois miúdos por casa, as sessões por videochamada tornaram-se uma “hora sagrada” na semana da atriz, a bem da sanidade mental. 

Com quem é que está a passar o confinamento?
Com o meu marido, filho de (quase!) um ano e enteado de (quase!) 6 anos.

Qual é a série de televisão que está a ver neste momento?
“Your Honor”, na HBO, e “A Generala”, na Opto SIC. Estou a gostar bastante de ambas.

Recomende-nos um livro que nunca devemos ler durante a pandemia.
O primeiro que me veio à cabeça foi o “Cem anos de Solidão”, do Gabriel Garcia Marquez. Só porque o título é o que nós sentimos agora. 11 meses de pandemia já parecem 100 anos de solidão. Mas é um livro fantástico por isso recomendo ler em qualquer altura. O “1984” do George Orwell é verdadeiramente mais assustador, uma distopia cada vez mais próxima da nossa realidade de algoritmos e pós-verdade.

Aproveitou este período para ver algum filme clássico?
Vimos o “Sozinho em Casa 2” com o meu enteado. Ele adorou e nós rimos sempre muito. É um clássico da nossa infância e tem a vantagem de ser em Nova Iorque, a minha segunda cidade, da qual tenho muitas saudades.

Qual é a peça de roupa que mais repetiu durante este dias?
As minhas queridas pantufas quentinhas. Todos os dias.

Conte-nos o motivo da sua maior discussão familiar nesta fase?
A chupeta do bebé! O bebé acordou a meio da noite e não encontrávamos uma única chupeta dele (das dezenas que tem). Deu uma grande discussão no dia seguinte não desvalorizem o poder da chupeta numa família.

Depois deste confinamento, qual é a comida que nunca mais vai querer ver à frente?
Talvez o saco exageradamente grande de chocolates que deram ao meu enteado no Natal e que nós, para o bem dele, vamos comendo à socapa todas as noites.

Tem feito algum tipo de exercício físico?
Por acaso tenho, com uma PT por videochamada. Acho que a minha sanidade mental está a depender quase totalmente dessa hora sagrada (duas ou três vezes por semana)

Qual é o local da cidade de que tem mais saudades?
Tenho muitas saudades de sair à noite. Antes do início da pandemia tive um bebé, por isso já não saio verdadeiramente à noite há quase dois anos. Por isso tenho saudades de deambular nos bares do Bairro Alto, do Cais do Sodré e, claro, saudades do Lux.

Conte-nos aquele momento em que o tédio o levou a fazer o impensável.
Ando a comprar demasiadas coisas on-line. Há uma semana comprei um computador nitidamente melhor e mais potente do que precisava. Ah e claro, agora sou a “vítima” perfeita dos anúncios que aparecem no Instagram.

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