Cinema

Brad Pitt move processo contra Angelina Jolie por “danos inflingidos de forma gratuita”

O ator alega que Jolie vendeu a sua participação na empresa vinícola Château Miraval, "violando os seus direitos contratuais".
Jolie pediu o divórcio em 2016.

A companhia de vinho Miraval, que Brad Pitt e Angelina Jolie criaram no sul de França em 2008, continua a causar discórdia entre o ex-casal. De acordo com o jornal “The Guardian”, a equipa legal do ator entrou com um processo contra a também atriz, alegando que esta “procurou infligir-lhe danos” ao vender a parte do negócio que lhe correspondia a um investidor rival.

Depois do divórcio do casal, em 2019, Jolie foi autorizada a vender a sua parte em 2021 — antes do acordo financeiro mais amplo estar finalizado. Na altura, Pitt iniciou uma ação judicial para tentar manter uma participação maioritária na empresa que detém a propriedade Château Miraval, onde é produzido o vinho.

Angelina Jolie terá vendido a sua parte à Tenute del Monde, uma empresa vinícola “indiretamente detida e controlada por Yuri Shefler, o bilionário russo que controla o Grupo Stoli” e que está “inclinada a assumir o controlo de Miraval”.

Agora o ator entrou com um processo diretamente contra Jolie, já não para se manter como acionista maioritário, mas para tentar reverter a venda — que terá sido feita com o objetivo de “infligir danos de forma gratuita”.

“Jolie perseguiu e depois consumou a suposta venda em segredo, mantendo propositadamente Pitt no escuro, e violando conscientemente os seus direitos contratuais”, acrescenta o documento legal entregue no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles citado pela publicação britânica.

A propriedade no centro da polémica

Quando em 2014, numa pequena cerimónia privada no Château Miraval, Brad Pitt e Angelina Jolie finalmente oficializaram a relação, o mundo (e os próprios) estariam longe de imaginar que, anos depois, a quinta francesa seria manchete pelos piores motivos.

A história começou em 2008, quando ainda reinava a felicidade no seio do casal. E foi assim, felizes, que decidiram comprar os belos 500 hectares do Château Miraval, no coração da Provença, também famosa pelos seus vinhos e, sobretudo, pelo seu rosé.

Custou mais de 25 milhões de euros ao casal

Pitt e Jolie estão longe de ser os primeiros famosos a cobiçarem a beleza e os vinhos de Miraval, que nos anos 70 foi propriedade do pianista e compositor Jacques Loussier. Chegou, inclusivamente, a construir um estúdio de gravação na propriedade.

Foi por esse estúdio que passaram alguns nomes famosos, como Sting, The Cure, Muse, AC/DC ou Elton John. Mas nenhum mais famoso do que os Pink Floyd, que lá gravaram o seu famosíssimo “The Wall”.

Inevitável é, igualmente, a produção de vinho, à qual Loussier também se dedicou. A propriedade haveria de passar, em 1993, para as mãos do viticultor americano Tom Bove, que preferiu dar a Miraval um toque de luxo moderno: criou um spa, dois ginásios e até uma piscina interior. E produziu um rosé especial sob o nome de Pink Floyd.

No seu interior, o edifício principal da quinta tem um total de 35 quartos. A propriedade inclui também uma pequena capela, rodeada de jardins, uma floresta de carvalhos, vários olivais — que produzem também cobiçados azeites — e 40 hectares de vinhas, algumas delas centenárias. Parte das edificações mais antigas datam do século XVII. Foi tudo isto que em 2008 apaixonou o casal, que terá pago mais de 25 milhões de euros por Miraval.

Miraval tem 500 hectares e 40 dedicados apenas à vinha

Pitt e Jolie não queriam que fosse apenas uma casa de férias. Queriam que o negócio vinícola fosse rentável. E foi. Em 2013 lançaram o seu primeiro rosé. Resultado: as seis mil garrafas esgotaram em apenas cinco horas.

O casal terá também feito obras de renovação na quinta, com melhorias no spa e nos ginásios, nas piscinas (interior e exterior), a criação de uma sala de cinema, outra sala dedicada aos videojogos, um percurso exterior para bicicletas — e dois heliportos.

Para produzir os novos vinhos, o investimento foi igualmente dedicado: instalaram novas cubas e participaram ativamente nas misturas de castas e na escolha das novas garrafas, bem como do novo design. Tornaram-se um caso de sucesso. Os vinhos foram recebidos com críticas arrebatadoras na ordem dos 90 pontos em 100.

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