A curta-metragem “Cão Sozinho”, realizada pela portuguesa Marta Reis Andrade, acaba de conquistar o Grande Prémio do Cinanima. Esta distinção traz outro presente associado: coloca-a diretamente na pré-seleção de filmes animados candidatos dos Óscares. O anúncio foi feito este sábado, 15 de novembro, na 49.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Animação de Espinho.
O filme destacou-se entre 30 concorrentes, pelo seu “estilo visual muito distinto e original”, revelou a organização. Com cerca de 13 minutos, “Cão Sozinho”, lançado este ano, parte de uma história real, sobre um cão deixado sozinho em casa, no momento em que o avô da realizadora começava a lidar com a viuvez. A narrativa cruza-se com outra memória: o regresso de Marta a Portugal, depois de uma temporada em Londres marcada por momentos de solidão.
Este ano, o Cinanima teve 110 filmes na competição, escolhidos entre mais de duas mil candidaturas, vindas de 148 países. “Cão Sozinho” é uma coprodução entre Portugal e França e encaixa na grande temática da edição: a memória como ponto de partida para reinterpretar o presente. É isso que o filme faz ao cruzar a história real do cão abandonado com momentos íntimos da vida da realizadora.
E parece estar a agradar os espectadores. O reconhecimento não para: já soma 40 seleções em festivais, 48 exibições oficiais e 12 prémios, dentro e fora de Portugal.
Marta Reis Andrade nasceu em 1991, estudou na Escola Superior de Teatro e Cinema e concluiu a licenciatura na FAMU (Academy of Performing Arts), em Praga, na República Checa. Passou pelo Atelier de Sèvres, em Paris, França, e terminou um mestrado no Royal College of Art, em Londres, Inglaterra.
O seu primeiro filme, “Come to Me”, correu festivais internacionais, e “The Village Game”, a sua obra de final de curso, chegou à lista de pré-selecionados dos BAFTA Student Awards. Em Londres, trabalhou na BBC, Google e CNN. Desde 2018, está de volta a Portugal, onde integra a BAP Animation Studios, o estúdio onde criou “Cão Sozinho”, em parceria com a Ikki Films e Olivier Catherin.
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