Cinema

Da nova “Supergirl” ao regresso de “Jackass”: as estreias de cinema da semana

Guerra, amor, aventura e um pouco de loucura marcam as obras que chegam às salas portuguesas esta quinta-feira.

Depois de mais de 40 anos desde o primeiro (e único até agora) filme “Supergirl“, lançado em 1984, a prima do Super-Homem regressa ao cinema numa nova adaptação da DC. Esta quinta-feira, 25 de junho, chega às salas portuguesas a história de Kara Zor-El, uma das sobreviventes do colapso do planeta Krypton, e a sua viagem interestelar antes de chegar à Terra.

Em luto pela perda do seu planeta natal, mas extremamente carismática, a adolescente tenta superar o trauma enquanto vive a sua vida entre planetas. No entanto, durante uma viagem, Kara conhece Ruthye, uma alienígena destemida que vem de um planeta rural.

Entre batalhas cósmicas em diferentes sistemas solares e traumas ainda por superar, ambas começam uma jornada em busca do assassino da família de Ruthye, Krem.

O filme da super heroína foi baseado na banda desenhada “Supergirl: Woman of Tomorrow” (2021-2022) e é realizado por Craig Gillespie, também responsável por “Eu, Tonya” xxxx e “Cruella” xxx.

Do elenco fazem parte Milly Alcock (Supergirl), Eve Ridley (Ruthye), Matthias Schoenaerts (Krem) e participações de David Corenswet, ator do último filme de “Superman” (2025) — onde a personagem Supergirl aparece nos minutos finais —, e Jason Momoa (Lobo), entre outros.

Conheça outras estreias da semana.

“Jackass — Último Shot de Loucura”, de Jeff Tremaine

Johnny Knoxville, Steve-O, Chris Pontius, Wee Man e o restante grupo de Jackass fizeram bastante sucesso entre 2000 e 2007 com “Jackass“. A série de três temporadas marcou aqueles anos com as suas acrobacias e quedas embates que deixavam qualquer um com medo.

Agora, 19 anos depois do final da série, o grupo reúne-se num filme para uma última ronda de perigos, provocações e humor que juntará alguns dos momentos mais  marcantes dos últimos anos com novos participantes.

Como refere a sinopse, “‘Jackass: Último Shot de Loucura’ celebra de forma irreverente o espírito de camaradagem e o humor sem filtros que conquistaram gerações”.

“Dia D — Sob Pressão”, de Anthony Maras

O drama acompanha a história do General Dwight D. Eisenhower e o Capitão James Stagg nos três dias antes do desembarque dos aliados na Normandia.

Numa das operações fundamentais para derrota das forças nazis, o capitão James Stagg, responsável pela avaliação meteorológica, descobre o aproximar de duas grandes tempestades para a data prevista da invasão.

Durante essas longas horas, os dois responsáveis por uma das maiores invasões da História enfrentam uma escolha impossível: realizar a operação num curto período previsto em que haveria uma melhoria no tempo ou arriscar perder a guerra por completo.

No elenco consta nomes como Andrew Scott (James Stagg), Brendan Fraser (Dwight D. Eisenhower), Kerry Condon (Kay Summersby), Chris Messina (Irving Krick) e Damian Lewis (Bernard M. Montgomery), entre outros.

“Perfeitos à Francesa”, de Ludovic Bernard

A comédia francesa acompanha a história da família Toussaint, na qual, do avô ao mais novo, todos vivem de uma coisa: a burla. Quando são perseguidos pelos seus crimes, a única opção é assumir a identidade de uma família sem história e refugiar-se. Na Escócia, os Toussaint, agora com o nome de  Parfait vivem uma vida dupla, mas esta começa a complicar-se quando veem-se perante o assalto de uma vida.

Entre disfarces mirabolantes, planos malucos, esquemas de loucos e uma vizinhança demasiado curiosa sobre os novos morados, a família Toussaint terá de provar que é uma família perfeita.

Do realizador Ludovic Bernar, esta conta com a Andrey Fleurot (Magalie Toussaint), Ramzy Bedia (Sam Toussaint) e Alan Cumming (Sean MacMullan), entre muitos outros.

“Broken English”, de Jane Pollard e Iain Forsyth

O documentário que conta a história da cantora, compositora e ícone que passou mais de seis décadas no mundo da música chega esta sexta-feira, 26 de junho, aos cinemas.

Marianne Faithfull cantora do hit “As Tears Go By” publicou mais de trinta e cinco álbuns enquanto se reinventava constantemente. Como a NiT tinha contado, a cantora britânica morreu a 30 de janeiro de 2025, com 78 anos, no ano que celebraria 61 anos de carreira.

“Broken English” segue a jornada de Marianne pela música, fama, criatividade, reinvincação e escrutínio público numa forma intima e implacável. Segundo a sinopse: “É a destemida performance final de Marianne Faithfull.”

“Aos Nossos Amigos”, de Adrián Orr

O documentário acompanha a história de dois jovens adultos, Sara e Pedro, que vivem no subúrbio operário e adoram armar confusão. No entanto, quando Sara faz amigos novos no teatro acaba introduzida num novo mundo.

No meio de amores, festas e a entrada na vida adulta, Sara fica dividida entre os antigos amigos e os novos companheiros. Durante quatro anos é possível conhecer Sara e as mudanças que a entrada na faculdade e o novo ambiente através da reconstrução que ela faz da sua própria identidade.

Num elenco que reúne Sara Toledo, Pedro Izquierdo, Paula Mira, entre outros, Adrián Orr — realizador do documentário — filma o crescimento como uma “experiência real” que permite que “o tempo molde os corpos, as relações e a identidade.”

“Little Trouble Girls”, de Urška Djukić

No drama “Little Trouble Girls”, Lucia, uma rapariga tímida de 16 anos, junta-se ao coro feminino da sua escola católica. Ali, cria uma amizade com Ana-Maria, uma colega popular e um pouco mais velha.

Durante um retiro num convento, um novo sentimento cresce em Lucia devia a um dos trabalhadores: atração. Longe de tudo o que conhecia, Lucia redescobre a sexualidade e o corpo, mas isso leva-a a questionar as suas crenças e valores.

A vida comum de Lucia vira de cabeça para baixo graças aos novos sentimentos e pensamentos que poderão prejudicar a sua amizade e fé.

“Ku Handza”, de André Guiomar

O documentário português segue três histórias sobre a metáfora moçambicana de como sobreviver diariamente. Segundo a sinopse, “Ku handza é uma expressão na língua changana (tsonga) que descreve uma galinha à procura de comida. É também usada pelos moçambicanos como uma metáfora do modo de sobrevivência diário.”

O filme realizado por André Guiomar e com elenco que reúne Benjamin Vilanculo, Eulália da Silva e Filimone Muchongo, foi indicado a cinco galardões nas premiações: Prémio Especial Capri (Melhor Longa-Metragem), Festival Internacional de Cinema de Doclisboa (Melhor Filme), L’Europe autor de l’Europe (Melhor Documentário), Festival de Cinema e Míia Porto/Post/Doc (Melhor Filme) e Festival Internacional de Cinema de Goa da Índia (Competição Internacional).

“O Amor que Perdura”, de Hlynur Pálmason

O drama da Islândia acompanha um ano da vida de uma família. Entre a separação dos pais e os momentos lúdicos e emocionantes, o filme explora as complexidades da família, do amor que se desvanece e do impacto das memória compartilhadas no meio da mudança das estações.

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